{"id":4394,"date":"2025-03-26T22:12:17","date_gmt":"2025-03-26T22:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/parquediscovery.pt\/de\/?p=4394"},"modified":"2026-02-18T22:47:40","modified_gmt":"2026-02-18T22:47:40","slug":"fox","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/fox","title":{"rendered":"as raposas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Entre os mam\u00edferos, acham-se os can\u00eddeos e, dentro destes, as raposas s\u00e3o as mais adapt\u00e1veis. S\u00f3 elas \u00e9 que colonizaram com sucesso todas as zonas clim\u00e1ticas da Terra e podem ser encontradas em todos os continentes. A esperteza com que roubam mantimentos humanos e arrebatam o gado dom\u00e9stico, aparentemente bem guardado em apriscos, concedeu\u2011lhes em muitas culturas a reputa\u00e7\u00e3o de astutas <a>\u00ab<\/a>orelhudas\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Israel existem v\u00e1rias esp\u00e9cies de raposa. Al\u00e9m da raposa\u2011vermelha (<em>Vulpes vulpes<\/em>), que se encontra quase por toda a Europa, \u00c1sia e Am\u00e9rica do Norte, vivem ali tamb\u00e9m a raposa\u2011afeg\u00e3 ou raposa\u2011de-blanford (<em>Vulpes cana<\/em>), a raposa de r\u00fcppell ou raposa\u2011da\u2011areia (<em>Vulpes rueppellii<\/em>) e o feneco ou raposa\u2011do\u2011deserto (<em>Vulpes zerda<\/em>), todos adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais quentes e secas do deserto e do semideserto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1224\" height=\"701\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4403\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra.jpg 1224w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra-300x172.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra-1024x586.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra-768x440.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Fuchs-extra-600x344.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1224px) 100vw, 1224px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista lingu\u00edstico, o mesmo se aplica ao que j\u00e1 foi descrito para o chacal: o nariz pontiagudo, a cauda longa, a que o ca\u00e7ador chama de \u00abtufo\u00bb, e o corpo alongado justificam o nome hebraico <em>tannin<\/em> (14 vezes), com o significado de \u00abalongado\u00bb. Este termo \u00e9 usado tamb\u00e9m para os monstros marinhos (possivelmente dinossauros) e cobras, mas no contexto \u00e9 sempre claro a que se refere. O outro nome que \u00e9 usado, mais atribu\u00eddo \u00e0 raposa do que ao chacal, \u00e9 <em>schu\u2019al<\/em> (6 vezes). Este aparece como nome de uma pessoa (1Cr 7:36) e como nome de um lugar \u00abterra de Schual\u00bb (1Sm 13:17), e, no plural, nas formas <em>Schaalabbin <\/em>(Js\u00a019:42), <em>Schaalbim<\/em> (Jz\u00a01:35; 1Rs\u00a04:9) e <em>Salim<\/em> (Jo\u00a03:23). Al\u00e9m disso, significa <em>Hazar\u2011Schual<\/em> (Js\u00a015:28; 19:3; 1Cr 4:28; Ne\u00a011:27) \u00abP\u00e1tio das Raposas\u00bb. No grego, a designa\u00e7\u00e3o <em>alopex<\/em> (Mt\u00a08:20; Lc\u00a09:58; 13:32) foi provavelmente usada tamb\u00e9m para ambas as esp\u00e9cies, embora o chacal seja muito mais raro na Europa do que a raposa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1183\" height=\"806\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4397\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1.jpg 1183w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1-300x204.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1-1024x698.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1-768x523.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hu-chs-1-600x409.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1183px) 100vw, 1183px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O primeiro h\u00edbrido claramente comprovado entre o c\u00e3o e a raposa foi descoberto no Brasil e publicado em agosto de 2023. Est\u00e1 assim confirmado o que j\u00e1 h\u00e1 muito se suspeitava: que as raposas pertencem ao mesmo tipo b\u00e1sico que os c\u00e3es. O h\u00edbrido recebeu o nome de \u00abDogxim\u00bb \u2013 uma combina\u00e7\u00e3o entre a palavra inglesa \u00abc\u00e3o\u00bb e \u00abgraxaim do campo\u00bb, o nome portugu\u00eas para a raposa\u2011dos-pampas (<em>Lycalopex gymnocercus<\/em>).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As raposas tamb\u00e9m se alimentam de mat\u00e9rias vegetais. Algumas, como a raposa\u2011afeg\u00e3, vivem mesmo predominantemente de dieta vegetariana, e todas t\u00eam uma prefer\u00eancia especial por frutos doces. \u00c0s vezes, cruzam\u2011nos o caminho: \u00abApanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal \u00e0s vinhas, porque as nossas vinhas est\u00e3o em flor!\u00bb (Ct\u00a02:15). As crias n\u00e3o s\u00f3 comem as uvas, mas tamb\u00e9m mordiscam os rebentos frescos e desfiam a casca, o que faz com que a videira morra. Assim, causam danos ainda maiores do que os indiv\u00edduos adultos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-nach-fuchs-probleme.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"588\" height=\"856\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-nach-fuchs-probleme.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4398\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-nach-fuchs-probleme.jpg 588w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-nach-fuchs-probleme-206x300.jpg 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Duas raposas jovens brincam entre as vinhas de um vinhedo. A sua traquinice inocente dissimula o facto da sua presen\u00e7a ali causar preju\u00edzo em m\u00faltiplos sentidos, e de estar longe de ser desejada.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nenhum viticultor ficar\u00e1 contente se intrusos roerem as suas videiras e se servirem da sua colheita arduamente trabalhada, mas os maiores danos que as raposas causam s\u00e3o as suas escava\u00e7\u00f5es. Elas fazem as suas tocas na primavera e no in\u00edcio do ver\u00e3o, preferencialmente em terrenos inclinados com solo solto e vegeta\u00e7\u00e3o densa; um vinhedo \u00e9 ideal para isso. Uma \u00fanica toca raramente lhes basta. A raposa\u2011da\u2011areia, por exemplo, constr\u00f3i uma toca para a reprodu\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias tocas para descanso, que podem ter at\u00e9 cinco entradas. Com as suas tocas e t\u00faneis entre as ra\u00edzes, elas destroem o sistema radicular das videiras, como \u00e9 descrito de forma adequada na tradu\u00e7\u00e3o <em>Nova Vers\u00e3o Transformadora<\/em>: \u00abPeguem todas as raposas, as raposinhas, antes que destruam o vinhedo do amor, pois as videiras est\u00e3o em flor!\u00bb (Ct\u00a02:15). Como roedora de cascas, usurpadora de uvas e escavadora subterr\u00e2nea, a raposa diminui o rendimento e estraga a vinha; mas um dano muito maior amea\u00e7a noutro lugar: as raposas marcam o seu territ\u00f3rio com os seus excrementos. As fezes cont\u00eam frequentemente larvas de <em>Echinococcus multilocularis<\/em>, t\u00e9nia da raposa, que s\u00e3o muito resistentes. Se esses parasitas chegarem ao corpo humano atrav\u00e9s do consumo dos frutos ou de sumo rec\u00e9m\u2011espremido, ocorre por vezes a <em>equinococose alveolar<\/em>, uma doen\u00e7a parasit\u00e1ria que, sem tratamento, quase sempre \u00e9 fatal, porque as larvas invadem os \u00f3rg\u00e3os humanos de forma inoper\u00e1vel. Al\u00e9m disso, as raposas s\u00e3o as transmissoras mais comuns do v\u00edrus da raiva. Quem ficar infetado sem a vacina\u00e7\u00e3o apropriada, morre em poucas semanas. \u00c9 \u00f3bvio que se deve fazer todo o poss\u00edvel para manter a vinha livre de raposas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 igualmente \u00f3bvio que o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos se trata de uma representa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica. Afinal, o C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos \u00e9 uma reflex\u00e3o po\u00e9tica sobre a rela\u00e7\u00e3o entre dois amantes, n\u00e3o um manual de jardinagem. Mas qual \u00e9 o significado desta met\u00e1fora? Ser\u00e1 que se trata de um aviso \u00e0 noiva contra outros jovens, amantes concorrentes (como explicam as tradu\u00e7\u00f5es alem\u00e3s \u00ab<em>Gute Nachricht<\/em> \u00bb e \u00ab<em>Hoffnung f\u00fcr alle<\/em>\u00bb nas suas notas)? Observemos o lado natural desta representa\u00e7\u00e3o: as raposas s\u00f3 se tornam ativas ap\u00f3s o cair da noite, e grande parte dos danos adv\u00e9m da sua actividade subterr\u00e2nea. Arru\u00ednam todo o ambiente, sem se fazerem notar devidamente. Que import\u00e2ncia t\u00eam algumas varas ro\u00eddas, uns cachos arrancados, alguns buracos no solo e uns \u00abamontoados\u00bb deixados na vinha aqui e ali? \u2013 S\u00e3o ind\u00edcios claros de que se tratam de fatores destrutivos muito subestimados. Quer se aplique este verso inicialmente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre Salom\u00e3o e a Sulamita ou o use para o casamento e rela\u00e7\u00f5es interpessoais em geral, sempre se encontra \u00abos suspeitos de sempre\u00bb: cada pessoa sabe melhor do que ningu\u00e9m quais das supostas \u00abpequenas neglig\u00eancias\u00bb deve erradicar: palavras impensadas, que podem provocar um grande inc\u00eandio (Tg\u00a03:5), pequenas feridas e dece\u00e7\u00f5es que n\u00e3o perdoamos aos outros e que depois brotam em n\u00f3s como uma \u00abraiz de amargura\u00bb (Hb\u00a012:15), neglig\u00eancia e pregui\u00e7a no cuidado das rela\u00e7\u00f5es, que fazem com que todo o vinhedo, em pouco tempo, se desleixe (Pv\u00a024:30\u201134), a nossa pr\u00f3pria deslealdade e ingratid\u00e3o, com que pecamos contra os outros, prioridades mal estabelecidas, que nos fazem viver \u00e0 margem do que \u00e9 essencial, e assim por diante&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o mais importante na vida de um crist\u00e3o \u00e9 com o seu Senhor e Salvador. Aqui tamb\u00e9m acontece serem as coisas pequenas e despercebidas que, frequentemente, comem a nossa vida espiritual e lhe sugam a seiva, at\u00e9 que ela seque e fique infrut\u00edfera. O conselho \u00abObsta no princ\u00edpio!\u00bb \u00e9 uma boa recomenda\u00e7\u00e3o, quando notamos que algo nos nossos h\u00e1bitos se interp\u00f5e entre n\u00f3s e o Senhor Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p>As raposas s\u00e3o flex\u00edveis e curiosas, aprendem rapidamente, compreendem o contexto e conseguem traduzir o seu conhecimento em estrat\u00e9gias engenhosas que lhes permitem sobreviver em muitas situa\u00e7\u00f5es. Elas adaptam o tamanho da ninhada \u00e0s circunst\u00e2ncias. Havendo alimento e espa\u00e7o suficientes, a raposa\u2011f\u00eamea pode dar \u00e0 luz at\u00e9 13 crias numa s\u00f3 ninhada. Assim, a popula\u00e7\u00e3o pode expandir\u2011se muito rapidamente em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis. H\u00e1 estudos recentes que s\u00e3o especialmente interessantes quanto \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o ao meio urbano. No territ\u00f3rio da cidade de Londres vivem mais de 10.000 raposas \u2013 mais do que em qualquer espa\u00e7o natural dessa extens\u00e3o. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a ocasional de ratos e pombos, vivem exclusivamente de res\u00edduos. Essa extraordin\u00e1ria adaptabilidade comportamental foi aparentemente observada j\u00e1 de muito cedo, pois desde sempre a raposa \u00e9 s\u00edmbolo de ast\u00facia e esperteza. O Senhor Jesus faz refer\u00eancia a isso, quando fala de Herodes Antipas, o rei: \u00abIde e dizei \u00e0quela raposa \u2026\u00bb (Lc\u00a013:32). A popula\u00e7\u00e3o da Galileia tinha\u2011se conformado com o seu governo, mas rejeitava o seu Messias. Pela contraposi\u00e7\u00e3o da raposa astuta e predadora com a galinha cuidadosa como representa\u00e7\u00e3o do Senhor Jesus (Lc\u00a013:34), Lucas indica que foi uma m\u00e1 troca. A imagem negativa da estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia sorrateira foi usada pelo profeta Ezequiel a prop\u00f3sito dos falsos profetas, que s\u00f3 pensam em si mesmos, mas levam o povo \u00e0 ru\u00edna: \u00abOs teus profetas, \u00f3 Israel, s\u00e3o como raposas nos desertos\u00bb (Ez\u00a013:4).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-buchsen-fuchse.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"947\" height=\"718\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-buchsen-fuchse.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4399\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-buchsen-fuchse.jpg 947w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-buchsen-fuchse-300x227.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-buchsen-fuchse-768x582.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-buchsen-fuchse-600x455.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 947px) 100vw, 947px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 lend\u00e1ria! A raposa n\u00e3o tem problema em conquistar como habitat uma grande cidade densamente povoada. A\u00ed h\u00e1 alimento em abund\u00e2ncia, s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio aprender como obt\u00ea\u2011lo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos castores, que ao longo de gera\u00e7\u00f5es constroem enormes sistemas de barragens e protegem os seus \u00abcastelos\u00bb com entradas aqu\u00e1ticas engenhosas, as raposas s\u00e3o os mam\u00edferos que constroem as maiores estruturas. Em locais ideais encontram\u2011se tocas que s\u00e3o habitadas h\u00e1 s\u00e9culos, j\u00e1 mencionadas em antigas cr\u00f3nicas de aldeias e que, entre os ca\u00e7adores, j\u00e1 t\u00eam nomes pr\u00f3prios. Tratam\u2011se de intrincadas redes de t\u00faneis e cavernas, na linguagem cineg\u00e9tica chamadas de \u00abtubos\u00bb e \u00abcaldeir\u00f5es\u00bb. A estrutura subterr\u00e2nea de uma toca de raposa era praticamente desconhecida, at\u00e9 se estudarem com detalhe novas pedreiras. Ali, os bi\u00f3logos de fauna selvagem descobriram algo extraordin\u00e1rio: n\u00e3o s\u00f3 as dimens\u00f5es desse sistema complexo, que pode consistir de centenas de metros de t\u00faneis e dezenas de cavernas, mas tamb\u00e9m as caracter\u00edsticas engenhosas do conceito. Os t\u00faneis que conduzem \u00e0 c\u00e2mara de habita\u00e7\u00e3o s\u00e3o sempre ascendentes. Assim, forma\u2011se uma \u00abarmadilha de frio\u00bb, e o ar quente acumula\u2011se com fiabilidade na zona onde os animais se encontram. Al\u00e9m disso, elas tentam evitar \u00abtubos finais\u00bb \u2013 isto \u00e9, t\u00faneis sem sa\u00edda. Dessa forma, elas conseguem escapar repetidamente de um perseguidor (por exemplo, um \u00abc\u00e3o de ca\u00e7a\u00bb, especializado em ca\u00e7ar debaixo da terra), porque conhecem bem o territ\u00f3rio. H\u00e1 muito que se sabe que a raposa e o texugo convivem intimamente, que frequentemente partilham o mesmo abrigo e que mant\u00eam \u00abtr\u00e9guas\u00bb entre si. A investiga\u00e7\u00e3o detalhada mostrou que a raposa deixa os trabalhos mais pesados de escava\u00e7\u00e3o e a abertura de passagens para o texugo, mas depois domina quase todo o complexo. Como as tocas da raposa podem ser um pouco mais pequenas do que as do texugo, ela consegue usar a infraestrutura dele, mas n\u00e3o o contr\u00e1rio. Bastante engenhoso!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1187\" height=\"762\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4400\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube.jpg 1187w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube-300x193.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube-1024x657.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube-768x493.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-bau-grube-600x385.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1187px) 100vw, 1187px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O bi\u00f3logo de fauna selvagem e investigador de raposas Christof Janko ficou deveras espantado quando a escavadora que ele encomendou escavou durante semanas numa zona de extra\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio perto de Neuburgo do Dan\u00fabio. No final, foi descoberta uma toca complexa com 16 entradas, que se estendia por uma \u00e1rea de 500 metros quadrados.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Senhor Jesus dificilmente poderia ter escolhido exemplo melhor quando comparou a Sua situa\u00e7\u00e3o de vida com esta <em>maravilha de moradia<\/em>: \u00abAs raposas t\u00eam covis \u2026 mas o Filho do Homem n\u00e3o tem onde reclinar a cabe\u00e7a\u00bb (Mt\u00a08:20; Lc\u00a09:58). Enquanto que as raposas t\u00eam um local de repouso, onde, naturalmente, est\u00e3o seguras e s\u00f3 podem ser ca\u00e7adas por c\u00e3es altamente criados e treinados para isso, o Senhor estava completamente desprotegido perante os Seus inimigos. N\u00e3o havia nenhum esconderijo isolado, n\u00e3o havia nenhuma \u00abfortaleza\u00bb dos Seus seguidores, n\u00e3o havia nenhum \u00abpoder caseiro\u00bb, nenhum cl\u00e3 poderoso que estivesse atr\u00e1s d\u2019Ele e nenhuma rede de amigos influentes. Jo\u00e3o, um disc\u00edpulo e acompanhante \u00edntimo de Jesus, descreve a Sua morada na terra da seguinte forma: Ele \u00abhabitou entre n\u00f3s\u00bb (Jo\u00a01:14, tradu\u00e7\u00e3o literal de \u00abentre n\u00f3s habitou\u00bb ou \u00abarmou tenda entre n\u00f3s\u00bb). Mas h\u00e1 mais: como Homem, o Senhor n\u00e3o estava apenas desprotegido, mas tamb\u00e9m inquieto. A express\u00e3o \u00ab<em>kephalen kline<\/em>\u00bb \u2013 \u00abrepousar a cabe\u00e7a\u00bb tem um efeito sinalizador. Ela aparece apenas nestes dois vers\u00edculos (Mt\u00a08:20; Lc\u00a09:58), onde o Senhor fala de que na terra n\u00e3o h\u00e1 um lugar de descanso para Ele e, novamente, quando Ele encontra esse lugar de descanso \u2013 na Sua morte: \u00abE, inclinando a cabe\u00e7a [<em>klinas ten kephalen<\/em>], entregou o esp\u00edrito\u00bb (Jo\u00a019:30).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1383\" height=\"870\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4401\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst.jpg 1383w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst-300x189.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst-1024x644.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst-768x483.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-fuchst-600x377.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1383px) 100vw, 1383px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Curioso, este filhote observa pela abertura de uma \u00abtoca de raposa\u00bb. Na sua toca, sente\u2011se seguro e protegido \u2013 e com raz\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Achenbach, C: <em>Little Foxes \u2013 Small Destroyers with Great Impact!<\/em> bibelpraxis.de, 06.09.2013; <a href=\"https:\/\/www.bibelpraxis.de\/a2443.html\">https:\/\/www.bibelpraxis.de\/a2443.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Geptner, V. G.; Nasimovich, A. A.; Bannikov, A. G.: <em>Mammals of the Soviet Union<\/em> (Raposa\u2011vermelha, pp.\u202f469\u2011565; tamanho m\u00e1ximo da ninhada p.\u202f541). Washington DC, EUA (Smithsonian Institution Libraries) 1988<br><br><\/p>\n\n\n\n<p>Harris, S.: <em>The food of suburban foxes (Vulpes vulpes), with special reference to London<\/em>. <em>Mammal Review<\/em> 1981; 11(4):151\u2011168; doi:10.1111\/j.1365\u20112907.1981.tb00003.x<\/p>\n\n\n\n<p><br>Janko, C.: <em>Fuchsbau<\/em>. Programa de TV: 3sat Nano de 15.12.2011; v\u00eddeo dispon\u00edvel no YouTube, consultado em 10.12.2022<\/p>\n\n\n\n<p><br>Kurek, P.; Kapusta, P.; Holeksa, J.: <em>Burrowing by foxes (Vulpes vulpes) changes soil conditions and vegetation in a European temperate forest<\/em>. <em>Ecological Research<\/em> 2014; 29:1\u201111; doi:10.1007\/s11284\u2011013\u20111094\u20111<\/p>\n\n\n\n<p><br>Page, R. J. C.: <em>Dispersal and population density of the fox (Vulpes vulpes) in an area of London<\/em>. <em>Journal of Zoology<\/em> 1981; 194(4):485\u2011491; doi:10.1111\/j.1469\u20117998.1981.tb04596.x<\/p>\n\n\n\n<p><br>Porps, B. M. P.: <em>Kleine F\u00fcchse<\/em>. Sociedade B\u00edblica Alem\u00e3 \u2013 <em>Academic, Online Bible Commentary (OBK)<\/em>, consultado em 31.07.2022<\/p>\n\n\n\n<p><br>Reid, D.: <em>Catch the Foxes<\/em>. Growing Christians Ministries, consultado em 29.07.2022<\/p>\n\n\n\n<p><br>Szynwelski, B. E.; Kretschmer, R.; Matzenbacher, C. A.: <em>Hybridization in Canids\u2014A Case Study of Pampas Fox (Lycalopex gymnocercus) and Domestic Dog (Canis lupus familiaris) Hybrid<\/em>. <em>Animals<\/em> 2023; 13(15):2505; doi:10.3390\/ani13152505<\/p>\n\n\n\n<p><br>Vieweg, M.: <em>Ist der Fuchs wirklich so schlau?<\/em> wissenschaft.de, 14.01.2017;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Wildtierportal Bayern: <em>Fuchsbaue \u2013 Licht ins Labyrinth<\/em>. wildtierportal.bayern.de<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong><strong>Cr\u00e9ditos de Imagem<\/strong><\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Wikipedia<\/strong>: Fuchs im Wald \/ Lutz Leitmann<\/p>\n\n\n\n<p><strong>outras licen\u00e7as:<\/strong> Titulo Rotfuchs \/ shutterstock ID_1818505937 \/ Jackie Connelly-Fornuff \/\/ Hund-Fuchs-Hybride \u00bbDogxim\u00ab \/ BE Szynwelski et al \/\/ Jungf\u00fcchse spielen im Weinberg \/ shutterstock ID_2326171303 \/ Mathias Pabst \/\/ raposas em London \/ shutterstock ID_278937779 \/\/ Jamie Hall \/\/ Fuchsbau ausgegraben \/ Christof Janko<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os mam\u00edferos, acham-se os can\u00eddeos e, dentro destes, as raposas s\u00e3o as mais adapt\u00e1veis.<br \/> S\u00f3 elas \u00e9 que colonizaram com sucesso todas as zonas[\u2026]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4395,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"remove_blocks_before_content":false,"remove_blocks_after_content":false,"disable_reading_progress_bar":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-4394","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-animals-of-the-field"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4394"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5285,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4394\/revisions\/5285"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4395"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}