{"id":4424,"date":"2025-03-23T22:33:38","date_gmt":"2025-03-23T22:33:38","guid":{"rendered":"https:\/\/parquediscovery.pt\/de\/?p=4424"},"modified":"2026-02-19T11:35:33","modified_gmt":"2026-02-19T11:35:33","slug":"hippo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/hippo","title":{"rendered":"os hipop\u00f3tamos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Embora antigamente os hipop\u00f3tamos fossem muito comuns em grande parte da \u00c1sia Ocidental (e at\u00e9 na Europa), j\u00e1 h\u00e1 muito tempo que est\u00e3o extintos no M\u00e9dio Oriente. Provavelmente, j\u00e1 n\u00e3o existiam em Israel na \u00e9poca da posse da terra, embora os israelitas os devessem conhecer do Egipto, onde s\u00f3 foram erradicados no in\u00edcio do s\u00e9culo\u202fXIX. Tamb\u00e9m nas tradu\u00e7\u00f5es alem\u00e3s da B\u00edblia, eles v\u00e3o desaparecendo cada vez mais\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os viajantes europeus encontraram pela primeira vez no Egipto a \u00fanica esp\u00e9cie sobrevivente do g\u00e9nero <em>Hippopotamus<\/em>, o hipop\u00f3tamo-comum (<em>Hippopotamus amphibius<\/em>) e deram\u2011lhe o termo correspondente \u00abNilpferd\u00bb (animal do Nilo), o qual se conserva at\u00e9 hoje. Desde a sua primeira descri\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em 1758, os desenhos come\u00e7aram a circular tamb\u00e9m na Europa. A constitui\u00e7\u00e3o robusta dos animais, que por vezes chegam a pesar mais de duas toneladas, e especialmente as suas enormes mand\u00edbulas com os caninos semelhantes a presas, agu\u00e7avam a imagina\u00e7\u00e3o, e assim tornaram\u2011se num motivo de ilustra\u00e7\u00e3o bastante popular.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sink-tiere.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"896\" height=\"809\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sink-tiere.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4699\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sink-tiere.jpg 896w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sink-tiere-300x271.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sink-tiere-768x693.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sink-tiere-600x542.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 896px) 100vw, 896px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os hipop\u00f3tamos deslocam\u2011se bem debaixo de \u00e1gua, fazendo jus ao nome [cavalo do rio], galopando pelo fundo da \u00e1gua. No entanto, parece um pouco estranho que, embora passem a maior parte do tempo na \u00e1gua, n\u00e3o consigam nadar nem mergulhar por longos per\u00edodos. No m\u00e1ximo, depois de cinco minutos t\u00eam de emergir para respirar.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo desde muito cedo, os estudiosos atribu\u00edram a estes colossos, que apenas conheciam por relatos, a descri\u00e7\u00e3o b\u00edblica do <em>Beemote<\/em> em J\u00f3 40:15\u201124. A primeira refer\u00eancia escrita encontra\u2011se na obra <em>Hierozoicon<\/em> (1663), de Samuel Bochartus. Nas l\u00ednguas russa e ucraniana, a express\u00e3o \u00ab<em>Behemot<\/em>\u00bb (\u0411\u0435\u0433\u0435\u043c\u043e\u0442) tornou\u2011se inclusive o nome comum para o hipop\u00f3tamo. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia extrab\u00edblica de que esta palavra tenha sido usada em hebraico ou aramaico para o hipop\u00f3tamo. Tamb\u00e9m a express\u00e3o \u00e1rabe correspondente \u00abBah\u012bm\u016bth\u00bb ou \u00abBaham\u016bt\u00bb designa um monstro (\u00e0s vezes semelhante a um peixe), mas de modo algum o hipop\u00f3tamo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde essa \u00e9poca, quando pouco se sabia acerca de animais ex\u00f3ticos, a classifica\u00e7\u00e3o do hipop\u00f3tamo em J\u00f3 40:15 como o <em>Beemote<\/em> da B\u00edblia, foi adotada por alguns tradutores. Pode ainda ser encontrada em algumas tradu\u00e7\u00f5es, como na <em>B\u00edblia Almeida Recebida<\/em> (1848), na <em>B\u00edblia Almeida Revista e Atualizada<\/em> (1959 e 1993) e na <em>B\u00edblia King James Atualizada<\/em> (2019), mas, no caso da B\u00edblia Almeida, o termo acabou por ser corrigido em revis\u00f5es posteriores. Assim, encontra\u2011se o hipop\u00f3tamo na <em>Almeida Recebida<\/em> no texto de 1848, mas este j\u00e1 n\u00e3o consta na <em>Almeida Revista e Corrigida<\/em>, quer na edi\u00e7\u00e3o de 1969, quer na de 2009. Pode dar-se o caso, quanto muito, de ser inclu\u00edda uma nota de rodap\u00e9 na p\u00e1gina do texto b\u00edblico, onde se refere: \u00abou, Hipop\u00f3tamo\u00bb (ARC, 1968) para dar um poss\u00edvel significado plaus\u00edvel \u00e0 palavra <em>Beemote<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos tradutores, contudo, suspeitaram com prontid\u00e3o que o animal descrito n\u00e3o correspondia a nenhuma das esp\u00e9cies vivas atualmente, e decidiram deixar o termo hebraico \u00ab<em>Behemot(h)<\/em>\u00bb sem tradu\u00e7\u00e3o (como na <em>B\u00edblia para Todos<\/em>, <em>Nova Almeida Atualizada<\/em>, <em>Nova Vers\u00e3o<\/em> <em>Internacional<\/em>, <em>Almeida Revista Fiel<\/em>, <em>Nova Tradu\u00e7\u00e3o na Linguagem de Hoje<\/em>, <em>Almeida Antiga<\/em>, <em>Nova Vers\u00e3o Transformadora<\/em>, <em>B\u00edblia Viva<\/em>, <em>Almeida S\u00e9culo 21<\/em>, <em>A Mensagem<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas criaturas redondas e barrigudas, com os seus sorrisos bem-humorados e a alcunha engra\u00e7ada de \u00abHipo\u00bb, s\u00e3o cativantes para a maioria das pessoas. Quando emergem da \u00e1gua a bufar, a espirrar \u00e1gua pelas orelhas salientes com movimentos circulares r\u00e1pidos, ou quando est\u00e3o deitadas de barriga para baixo, com as quatro patas esticadas, a dormitar ao sol, rosadas de vermelho, n\u00e3o h\u00e1 como evitar sorrir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante lembrar, contudo, que eles t\u00eam consci\u00eancia das suas capacidades de defesa e que, pelo menos os machos dominantes, \u00abpensam territorialmente\u00bb. A sua sec\u00e7\u00e3o do rio \u00e9 o seu territ\u00f3rio e qualquer intruso ser\u00e1 expulso. Circulam hist\u00f3rias de arrepiar sobre o perigo dos hipop\u00f3tamos. Por vezes, l\u00ea\u2011se que os seus caninos ceifam mais vidas humanas do que as presas letais dos le\u00f5es. Todavia, n\u00e3o existe uma estat\u00edstica mundial para \u00abacidentes com animais selvagens\u00bb, e a maioria das afirma\u00e7\u00f5es baseia\u2011se em estimativas. Existem, no entanto, estudos espec\u00edficos nos quais se recolheram dados exatos, como ilustrado na figura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1658\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5299\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-scaled.jpg 2560w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-300x194.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-1024x663.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-768x498.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-1536x995.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-2048x1327.jpg 2048w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-sumpf-monster-PT-600x389.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Z\u00e2mbia \u00e9 um pa\u00eds com extensas \u00e1reas de lagos e p\u00e2ntanos e com a maior popula\u00e7\u00e3o de hipop\u00f3tamos do mundo, respons\u00e1vel (entre 2002\u20112008) pelo segundo maior n\u00famero de ataques mortais. No vizinho Mo\u00e7ambique, que tamb\u00e9m fica nas margens do rio Zambeze, mas \u00e9 predominantemente uma savana, a situa\u00e7\u00e3o (2006\u20112008) \u00e9 diferente. Aqui, os hipop\u00f3tamos ocupam o quarto lugar (segundo Chomba et al. \/\/ Dunham et al.).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto que na Z\u00e2mbia, um pa\u00eds com vastas regi\u00f5es de \u00e1gua e zonas h\u00famidas, habita a maior popula\u00e7\u00e3o de hipop\u00f3tamos do planeta, no Mo\u00e7ambique vizinho \u2014 que tamb\u00e9m se encontra ao longo do Zambeze, mas que consiste maioritariamente em savana \u2014 existem proporcionalmente mais outras esp\u00e9cies de animais selvagens perigosos. Como os hipop\u00f3tamos s\u00f3 se encontram em poucas regi\u00f5es africanas, que s\u00e3o ricas em \u00e1gua, e a maior parte do continente est\u00e1 coberta por savanas secas e desertos, os dados de Mo\u00e7ambique representam claramente melhor a situa\u00e7\u00e3o global. Mesmo que o seu perigo possa ser, por vezes, um pouco exagerado, ambos os rankings mostram que conv\u00e9m ter cuidado com eles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos s\u00e9culos, escreveu-se muito sobre a identidade do <em>Beemote<\/em>. Na bibliografia constam dois trabalhos que oferecem uma boa vis\u00e3o geral. O livro <em>O Segredo do Leviat\u00e3<\/em> \u00e9 especialmente recomendado. Como, das muitas solu\u00e7\u00f5es propostas, apenas a atribui\u00e7\u00e3o do hipop\u00f3tamo foi inclu\u00edda em algumas tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia, vamos aqui limitar-nos a ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O hipop\u00f3tamo \u00e9 um herb\u00edvoro pac\u00edfico que pasta calmamente, mas que, num instante, pode tornar\u2011se numa amea\u00e7a mortal \u2013 \u00e0 primeira vista, esta caracteriza\u00e7\u00e3o encaixa perfeitamente com o <em>Beemote<\/em> em J\u00f3 40:15. Provavelmente, ainda era comum no M\u00e9dio Oriente na \u00e9poca de J\u00f3. E quanto \u00e0s outras caracter\u00edsticas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abEis que a sua for\u00e7a est\u00e1 nos seus lombos, e o seu poder, nos m\u00fasculos do seu ventre [\u2026] Os seus ossos s\u00e3o como tubos de bronze; a sua ossada \u00e9 como barras de ferro\u00bb (J\u00f3 40:16.18) \u2013 os hipop\u00f3tamos s\u00e3o, de facto, surpreendentemente fortes e r\u00e1pidos. A sua constru\u00e7\u00e3o \u00f3ssea maci\u00e7a conduz a um peso espec\u00edfico incomum e ao facto not\u00e1vel de que, embora passem a maior parte do tempo na \u00e1gua, n\u00e3o conseguem nadar e, mesmo com pulm\u00f5es cheios, afundam\u2011se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abQuando quer, move a sua cauda como cedro\u00bb (J\u00f3 40:17a) \u2013 O verbo traduzido aqui por \u00abmover\u00bb aparece apenas nesta passagem e tem sido tamb\u00e9m traduzido por \u00abtransportar, dobrar, estender, deixar pendente\u00bb. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar com exatid\u00e3o. Mas, \u00e0 parte disto, ainda ningu\u00e9m encontrou um paralelo sensato entre o cedro, uma con\u00edfera imponente, e a cauda curta com formato de pincel do hipop\u00f3tamo. Por vezes, ele roda\u2011a como uma pequena h\u00e9lice e usa-a para espalhar os seus excrementos como marcador do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zeder-leicht.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"901\" height=\"672\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zeder-leicht.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4701\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zeder-leicht.jpg 901w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zeder-leicht-300x224.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zeder-leicht-768x573.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zeder-leicht-600x448.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 901px) 100vw, 901px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um hipop\u00f3tamo partilha pacificamente o seu espa\u00e7o com um rinoceronte. Quase tudo no corpo destes dois gigantes \u00e9 impressionante \u2014 os seus ap\u00eandices posteriores definitivamente n\u00e3o o s\u00e3o. A compara\u00e7\u00e3o da pequena cauda em pincel com o \u00abrei das \u00e1rvores\u00bb (cf. 1Rs 4:33; J\u00f3 40:17; Is 2:13) n\u00e3o parece muito apropriada.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abOs nervos das suas coxas est\u00e3o entretecidos\u00bb (J\u00f3 40:17b) \u2013 No hipop\u00f3tamo n\u00e3o se verificaram particularidades anat\u00f3micas neste aspecto. No que toca \u00e0 musculatura e \u00e0 estrutura dos tend\u00f5es, s\u00e3o semelhantes a outros grandes herb\u00edvoros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abEle \u00e9 obra-prima dos caminhos de Deus\u00bb (J\u00f3 40:19a) \u2013 Isto soa a superlativo. Esperar\u2011se\u2011ia que Deus, ao descrever o <em>Beemote<\/em>, referisse o animal mais impressionante (entre os herb\u00edvoros) que J\u00f3 conhecia, seguido do Leviat\u00e3 como o predador mais forte e perigoso. Dependendo do contexto cronol\u00f3gico e geogr\u00e1fico do livro de J\u00f3 e dos pressupostos geol\u00f3gicos, estes poderiam, de facto, ter sido o hipop\u00f3tamo e o crocodilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abO que o fez o proveu da sua espada\u00bb (J\u00f3 40:19b) \u2013 Os grandes caninos s\u00e3o uma caracter\u00edstica vis\u00edvel e n\u00e3o podem faltar numa descri\u00e7\u00e3o do hipop\u00f3tamo. Num texto po\u00e9tico poderiam, possivelmente, ser chamados de \u00abespada\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1034\" height=\"725\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4702\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte.jpg 1034w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte-300x210.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte-1024x718.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte-768x538.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-hauer-geschichte-600x421.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1034px) 100vw, 1034px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O hipop\u00f3tamo \u00e9 o \u00fanico mam\u00edfero em que a mand\u00edbula inferior \u00e9 geralmente mais pesada do que o resto do cr\u00e2nio. Os caninos inferiores fortemente desenvolvidos crescem durante toda a vida e podem atingir mais de 1,5 metros de comprimento, nos machos mais velhos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abEm verdade, os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das \u00e1rvores sombrias, no esconderijo dos canaviais e da lama. As \u00e1rvores sombrias o cobrem com a sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. Eis que um rio transborda, e ele n\u00e3o se apressa, confiando que o Jord\u00e3o possa entrar na sua boca\u00bb (J\u00f3 40:20\u201123) \u2013 Os hipop\u00f3tamos modernos vagueiam essencialmente por plan\u00edcies e vales fluviais e evitam grandes declives. Nesse sentido, \u00abos montes\u00bb aqui parecem um tanto fora do lugar, mas de resto a descri\u00e7\u00e3o encaixa perfeitamente. No antigo \u00abMosaico do Nilo de Palestrina\u00bb at\u00e9 mesmo as flores brancas de l\u00f3tus est\u00e3o representadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-beute-schema.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"858\" height=\"772\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-beute-schema.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4703\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-beute-schema.jpg 858w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-beute-schema-300x270.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-beute-schema-768x691.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-beute-schema-600x540.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O \u00abMosaico do Nilo de Palestrina\u00bb retrata uma cena em que hipop\u00f3tamos e crocodilos s\u00e3o ca\u00e7ados a partir de um barco. O <em>Beemote<\/em> e o Leviat\u00e3 no livro de J\u00f3, em contrapartida, n\u00e3o se deixaram ca\u00e7ar por humanos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00abPod\u00ea-lo-iam, porventura, ca\u00e7ar \u00e0 vista de seus olhos, ou com la\u00e7os lhe furar o nariz?\u00bb (J\u00f3 40:24) \u2013 esta \u00e9 outra grande fraqueza. No seu discurso, Deus faz a J\u00f3 (J\u00f3 38\u201141) mais de setenta perguntas ret\u00f3ricas; assim aqui tamb\u00e9m. A mensagem \u00e9: Tu n\u00e3o \u00e9s capaz de domar o <em>Beemote<\/em>. Mas o facto \u00e9 que os hipop\u00f3tamos (assim como os crocodilos) t\u00eam sido ca\u00e7ados com sucesso desde os tempos antigos (e quase em toda parte exterminados). Apesar da sua for\u00e7a e agressividade, n\u00e3o s\u00e3o invenc\u00edveis. N\u00e3o conseguem seguir o ca\u00e7ador em \u00e1guas profundas e n\u00e3o s\u00e3o particularmente inteligentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a compara\u00e7\u00e3o seja mista, a descri\u00e7\u00e3o \u00e9 a que mais se corresponde ao hipop\u00f3tamo entre os animais vivos. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente quando s\u00e3o inclu\u00eddas as esp\u00e9cies extintas. A \u00abSchlachter\u00a02000\u00bb acrescenta uma nota \u00fatil sobre o <em>Beemote<\/em>: \u00abA descri\u00e7\u00e3o aponta para um dinossauro herb\u00edvoro, e n\u00e3o, como se pensava anteriormente, para o hipop\u00f3tamo.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ersatz-spieler-PT.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"960\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ersatz-spieler-PT.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5298\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ersatz-spieler-PT.jpg 720w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ersatz-spieler-PT-225x300.jpg 225w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ersatz-spieler-PT-600x800.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Algu\u00e9m que confia na B\u00edblia, mas que rejeita imediatamente a ideia da coexist\u00eancia de humanos e dinossauros na Terra contempor\u00e2nea como sendo \u00abn\u00e3o cient\u00edfica\u00bb, pode ter de percorrer um caminho mais longo \u2013 caminho esse que pode lev\u00e1-lo ao reconhecimento de que muitas passagens da B\u00edblia (entre elas o \u00abrelato da Cria\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria das Origens\u00bb \u2013 G\u00e9nesis 1\u201111) devem ser entendidas literalmente e consideradas historicamente verdadeiras. A partir da\u00ed, \u00e9 um pequeno passo para aceitar que a atribui\u00e7\u00e3o do <em>Iguanodon<\/em> ao <em>Beemote<\/em> seja plaus\u00edvel.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column has-small-font-size is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"line-height:1;flex-basis:100%\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ahuis, F: <em>Behemot, Leviatan und der Mensch in Hiob 38\u201142<\/em>. <em>Zeitschrift f\u00fcr die Alttestamentliche Wissenschaft<\/em> (ZAW 123) 2011; pp.\u202f72\u201191; doi: 10.1515\/ZAW.2011.006<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bochartus, S: <em>Hierozoicon, Sive Bipertitum Opus De Animalibus S. Scripturae<\/em> (Vol.\u202f1, p.\u202f77). Leiden, NL (Boutesteyn &#038; Luchtmans) 1692; <a href=\"https:\/\/transkribus.eu\/r\/noscemus\/#\/documents\/725075\/pages\/77\">https:\/\/transkribus.eu\/r\/noscemus\/#\/documents\/725075\/pages\/77<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chomba, C; Senzota, R; Chabwela, H: <em>Patterns of human \u2013 wildlife conflicts in Zambia, causes, consequences and management responses<\/em>. <em>Journal of Ecology and the Natural Environment<\/em> 2012; 4(12):303\u2011313; doi: 10.5897\/JENE12.029<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dunham, KM; Ghiurghi, A; Cumbi, R: <em>Human\u2013wildlife conflict in Mozambique: a national perspective, with emphasis on wildlife attacks on humans<\/em>. <em>Oryx \u2013 The International Journal of Conservation<\/em> 2010; 44(2):185\u2011193; doi: 10.1017\/S003060530999086X<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fox, MV: <em>Behemoth and Leviathan<\/em>. <em>Biblica<\/em> 2012; 93:261\u201167<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hartmann, F: <em>Das Geheimnis des Leviathan<\/em> (pp.\u202f29\u201139). Berneck (Schwengeler) 1994<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mackey, DF: <em>Monsters in the Book of Job<\/em>. AMAIC, Australian Marian Academy of the Immaculate Conception; <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/78946743\/Monsters_in_the_Book_of_Job?email_work_card=view-paper\">https:\/\/www.academia.edu\/78946743\/Monsters_in_the_Book_of_Job?email_work_card=view-paper<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meder, A; Diener\u2011Steinherr, A; Oschatz, S: <em>Lebendige Wildnis \u2013 Tiere der Fl\u00fcsse und B\u00e4che (Flusspferde, pp.<\/em><em>\u202f<\/em><em>7\u201125)<\/em>. Stuttgart (Das Beste) 1994<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maydana, SF: <em>Hippopotamus hunting in Predynastic Egypt: Reassessing Archaeozoological evidence<\/em>. <em>Archaeofauna<\/em> 2020; 29:137\u2011150; doi: 10.15366\/archaeofauna2020.29.009<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">van Houdt, S; Traill, LW: <em>A synthesis of human conflict with an African megaherbivore; the common hippopotamus<\/em>. <em>Frontiers in Conservation Science<\/em> 2022; 3:954722; doi: 10.3389\/fcosc.2022.954722<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paul, MJ: <em>Behemoth and leviathan in the book of Job<\/em>. <em>Journal of Creation<\/em> 2010; 24(3):94\u2011100<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><strong><strong>Cr\u00e9ditos de Imagem<\/strong><\/strong>:<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Wikipedia: <\/strong>cr\u00e2nio de hipop\u00f3tamo \/ Raul654 \/\/ ca\u00e7a de hipop\u00f3tamo \/ WolfgangRieger<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>outras licen\u00e7as:<\/strong> hipop\u00f3tamo na \u00e1gua \/ Shutterstock ID_418437226 \/ Sergey Uryadnikov \/\/ hipop\u00f3tamo no fundo de curso de \u00e1gua \/ Shutterstock ID_470934629 \/ Lena Ivanova \/\/ rabinho de hipop\u00f3tamo \/ Shutterstock ID_791640805 \/ Jana Alfares<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora antigamente os hipop\u00f3tamos fossem muito comuns em grande parte da \u00c1sia Ocidental (e at\u00e9 na Europa), j\u00e1 h\u00e1 muito tempo que est\u00e3o extintos no[\u2026]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4425,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"remove_blocks_before_content":false,"remove_blocks_after_content":false,"disable_reading_progress_bar":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-4424","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-animals-of-the-field"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4424"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4424\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5300,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4424\/revisions\/5300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}