{"id":4428,"date":"2025-03-22T22:36:02","date_gmt":"2025-03-22T22:36:02","guid":{"rendered":"https:\/\/parquediscovery.pt\/de\/?p=4428"},"modified":"2026-02-19T12:55:44","modified_gmt":"2026-02-19T12:55:44","slug":"camel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/camel","title":{"rendered":"os camelos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">A raz\u00e3o pela qual os camelos s\u00e3o retratados no nosso meio cultural como animais tolos e pouco inteligentes \u00e9 algo dif\u00edcil de compreender. Entre os povos que convivem com eles h\u00e1 muitos s\u00e9culos, gozam de uma excelente reputa\u00e7\u00e3o e s\u00e3o tidos como inteligentes, capazes de aprender, pacientes, bem-humorados e fi\u00e1veis. Desempenharam um papel na hist\u00f3ria b\u00edblica, desde os tempos muito antigos, ainda que a arqueologia tenha tido dificuldades durante muito tempo em verificar os relatos b\u00edblicos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1809\" height=\"833\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4723\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98.jpg 1809w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98-300x138.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98-1024x472.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98-768x354.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98-1536x707.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S98-600x276.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1809px) 100vw, 1809px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando hoje se fala de camelos no Oriente Pr\u00f3ximo ou em \u00c1frica, geralmente refere-se ao dromed\u00e1rio (<em>Camelus dromedarius<\/em>), tamb\u00e9m chamado camelo-de-uma-bossa ou camelo-\u00e1rabe. No tempo dos patriarcas, tamb\u00e9m pode ter sido usado o camelo-bactriano de duas bossas (<em>Camelus ferus \/ bactrianus<\/em>), cuja utiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 documentada arqueologicamente no terceiro mil\u00e9nio a.C. As duas esp\u00e9cies cruzam-se entre si. Do ponto de vista taxon\u00f3mico, os camelos n\u00e3o pertencem \u00e0 subordem dos ruminantes (<em>Ruminantia<\/em>), mas t\u00eam um est\u00f4mago com quatro compartimentos e ruminam, tal como j\u00e1 \u00e9 descrito na B\u00edblia (Lv 11:4).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1255\" height=\"849\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4709\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma.jpg 1255w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma-300x203.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma-1024x693.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma-768x520.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ca-ma-600x406.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1255px) 100vw, 1255px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Todos os camelos atuais constituem um mesmo tipo b\u00e1sico \u2014 incluindo as lamas da Am\u00e9rica do Sul, como demonstra um h\u00edbrido obtido por insemina\u00e7\u00e3o artificial entre um dromed\u00e1rio e uma lama, chamado \u00ab<em>Rama the Cama<\/em>\u00bb.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O som de \u00abcamelo\u00bb reconhece\u2011se sem dificuldade na palavra hebraica <em>gamal<\/em> (51x). Nas formas Gamul (1Cr 24:17) e Gemali (propriet\u00e1rio de camelos, Nm 13:12) surge como nome pr\u00f3prio, e, no termo composto Bete-Gamul (Casa dos Camelos, Jr 48:23), como nome de um lugar. No \u00e1rabe encontra-se a mesma designa\u00e7\u00e3o para camelo: <em>gamal<\/em> \u2014 e, tal como Gamal, Jamal, Djamal, Djamel ou Cemal, \u00e9 um nome masculino popular. No entanto, devido \u00e0 conota\u00e7\u00e3o negativa atual nos meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais, \u00e9 geralmente derivado de uma palavra com a mesma raiz que significa \u00abbeleza\u00bb. Os camelos jovens s\u00e3o descritos pelo termo <em>beker<\/em> (Is 60:6), que se refere especificamente a jovens garanh\u00f5es e, de um modo geral, a animais juvenis, e que tamb\u00e9m ocorre como nome masculino (Gn 46:21; Nm 26:35; 1Cr 7:6.8). A forma feminina, com que se designam as f\u00eameas jovens, \u00e9 <em>bikra<\/em> (Jr 2:23). A designa\u00e7\u00e3o <em>karkara<\/em> (Is 66:20) para a f\u00eamea adulta deriva do verbo \u00abdan\u00e7ar\u00bb, o que descreve bem o seu modo de locomo\u00e7\u00e3o ligeiramente oscilante, mas firme. Al\u00e9m disso, a bossa da camela \u00e9 mencionada (Is 30:6) e aparece como top\u00f3nimo \u00abDabesete\u00bb (Js 19:11).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1183\" height=\"806\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4710\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder.jpg 1183w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder-300x204.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder-1024x698.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder-768x523.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-zwei-zylinder-600x409.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1183px) 100vw, 1183px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Muitas pessoas pensam primeiramente no camelo-bactriano quando ouvem a palavra \u00abcamelo\u00bb, muito embora o dromed\u00e1rio, com apenas uma \u00fanica bossa, seja muito mais comum. Enquanto que em \u00c1frica, no M\u00e9dio Oriente e na Austr\u00e1lia existem cerca de 18 milh\u00f5es de dromed\u00e1rios a ondular pelo deserto, nas estepes e nas montanhas da \u00c1sia s\u00f3 andam a vaguear apenas dois milh\u00f5es de camelos-bactrianos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Novo Testamento utiliza\u2011se a palavra grega <em>kamelos<\/em> (Mt 19:24; 23:24; Mc 10:25; Lc 18:25), provavelmente emprestada das l\u00ednguas sem\u00edticas. A combina\u00e7\u00e3o de palavras <em>thrixas kamelou<\/em> refere-se \u00e0 l\u00e3 ou ao pelo de camelo (Mt 3:4; Mc 1:6), considerados hoje como um artigo de luxo. No entanto, as vestes de Jo\u00e3o Batista s\u00e3o descritas como sendo de um tecido grosseiro e simples, em n\u00edtido contraste com outras roupas sumptuosas e macias da \u00e9poca (Mt 11:8; Lc 7:25). Presumivelmente, o seu \u00abpredecessor\u00bb, o profeta Elias, \u00abum homem vestido de p\u00ealos e com os lombos cingidos de um cinto de couro\u00bb (2Rs 1:8), vestia\u2011se de modo semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro de J\u00f3, cuja a\u00e7\u00e3o possivelmente decorre dois a tr\u00eas s\u00e9culos ap\u00f3s o Dil\u00favio, j\u00e1 s\u00e3o mencionadas grandes c\u00e1filas de 3.000, e mais tarde de 6.000 camelos (J\u00f3 1:3; 42:12). Abra\u00e3o recebe camelos como presente durante a sua estadia no Egito (Gn 12:16), e o seu servo parte posteriormente com dez exemplares rumo a Har\u00e3, para procurar uma esposa para Isaque (Gn 24:10). Mais tarde, o seu filho Jac\u00f3 regressa de l\u00e1 como um homem rico, provavelmente montado num camelo. De qualquer modo, os \u00eddolos dom\u00e9sticos roubados ao seu sogro s\u00e3o escondidos debaixo de uma sela de camelo (Gn 31:34), e entre os grandes rebanhos que leva consigo, contam\u2011se tamb\u00e9m 30 camelas em fase de amamenta\u00e7\u00e3o com as suas crias, as quais oferece ao seu irm\u00e3o Esa\u00fa, a quem anteriormente tinha defraudado (Gn 32:15). Um pouco mais tarde, o seu filho Jos\u00e9 \u00e9 levado para o Egito por uma caravana ismaelita de camelos (Gn 37:25).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-medium\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"211\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge-300x211.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4711\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge-300x211.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge-1024x720.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge-768x540.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge-600x422.jpg 600w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stein-zeit-zeuge.jpg 1184w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pinturas rupestres como esta, do Tassili n\u2019Ajjer, na Arg\u00e9lia, s\u00e3o provas inequ\u00edvocas da utiliza\u00e7\u00e3o de camelos j\u00e1 antes do tempo de Abra\u00e3o. Encontraram\u2011se outros petr\u00f3glifos na Jord\u00e2nia (U\u00e1di de Rum) e na Ar\u00e1bia (Jubbah). Os tr\u00eas s\u00edtios s\u00e3o hoje Patrim\u00f3nio Mundial da UNESCO. As pinturas e gravuras s\u00e3o datadas do in\u00edcio do Neol\u00edtico, comprovando, assim, que as d\u00favidas sobre os relatos b\u00edblicos se revelaram infundadas.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Estas primeiras refer\u00eancias do camelo foram frequentemente usadas para acusar a B\u00edblia de narrativa incorreta, j\u00e1 que se supunha que a domestica\u00e7\u00e3o dos camelos tinha ocorrido apenas por volta do ano 1000 a.C. No entanto, existe uma s\u00e9rie de achados que confirmam o quadro b\u00edblico, ainda que se desejasse por vezes uma evid\u00eancia mais clara. Embora haja uma abund\u00e2ncia de representa\u00e7\u00f5es e provas textuais para todos os outros animais dom\u00e9sticos, as refer\u00eancias \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de camelos s\u00e3o raras exce\u00e7\u00f5es. No entanto, podem existir v\u00e1rias causas para isso. Provavelmente, eles eram mantidos quase exclusivamente por n\u00f3madas, que, geralmente, deixavam poucas pegadas arqueol\u00f3gicas. Abra\u00e3o e a sua fam\u00edlia, que viviam como semi\u2011n\u00f3madas, mas tinham parentesco com povos n\u00f3madas como os ismaelitas, nabateus e midianitas, e que possu\u00edam grande riqueza e mantinham liga\u00e7\u00f5es tanto com o Oriente como com o Ocidente, parecem, a este respeito, ter estado um pouco \u00e0 frente do seu tempo, deslocando\u2011se j\u00e1 ent\u00e3o, com um pensamento pr\u00e1tico e progressista, numa sela de bossa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os camelos vivem em manadas e conseguem dar\u2011se bem sem cuidados humanos. Para parir, as f\u00eameas retiram\u2011se para um local o mais isolado poss\u00edvel e s\u00f3 regressam ap\u00f3s alguns dias, quando a cria j\u00e1 se mant\u00e9m firme nas pernas. As crias come\u00e7am a ingerir alimento s\u00f3lido ap\u00f3s os tr\u00eas meses e s\u00e3o desmamadas pelos pastores entre os 7 e os 10 meses, porque o leite \u00e9 um produto muito apreciado. Para o efeito, cobrem o \u00fabere com uma rede. Para se poder ordenhar a f\u00eamea, a cria precisa de mamar brevemente primeiro. Depois, afasta\u2011se a cria e inicia\u2011se a ordenha. A cria tem que permanecer sempre por perto, pois a f\u00eamea s\u00f3 d\u00e1 leite na sua presen\u00e7a. Para se poder continuar a ordenhar uma f\u00eamea cujo filhote morreu, os bedu\u00ednos utilizam crias embalsamadas ou colocam uma pele \u00e0 volta de uma crian\u00e7a. A f\u00eamea deixa\u2011se enganar. As ordenhadoras modernas simulam o comportamento natural de suc\u00e7\u00e3o de uma forma t\u00e3o perfeita, que se torna eficaz mesmo sem a cria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mund-raub.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"905\" height=\"762\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mund-raub.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4712\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mund-raub.jpg 905w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mund-raub-300x253.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mund-raub-768x647.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mund-raub-600x505.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A camela s\u00f3 pode ser ordenhada manualmente, se a sua cria estiver presente \u2014 caso contr\u00e1rio, \u00abfecha a torneira\u00bb. No entanto, um pano pendurado \u00e0 volta impede que a cria alcance o \u00fabere da m\u00e3e.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s do romance \u00ab<em>Water Music<\/em>\u00bb, popularizou\u2011se uma receita de \u00abCamelo Recheado\u00bb \u2014 ingredientes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>4 abetardas (aves grandes terrestres),<\/li>\n\n\n\n<li>limpas e depenadas<\/li>\n\n\n\n<li>500 t\u00e2maras<\/li>\n\n\n\n<li>200 ovos de tarambola<\/li>\n\n\n\n<li>20 carpas (de cerca de 1 kg)<\/li>\n\n\n\n<li>2 ovelhas<\/li>\n\n\n\n<li>1 camelo grande<\/li>\n\n\n\n<li>v\u00e1rias especiarias<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o: cave um buraco para a fogueira. Deixe as chamas queimarem at\u00e9 ficarem brasas com cerca de um metro de profundidade. Cozinhe os ovos \u00e0 parte. Recheie as carpas, j\u00e1 escamadas, com os ovos descascados e as t\u00e2maras. Recheie as abetardas, finamente temperadas com as carpas recheadas. Depois, recheie as ovelhas com as abetardas recheadas. Em seguida, recheie o camelo com as ovelhas recheadas. Queime ligeiramente o camelo, envolva-o em folhas de palmeira <em>Hyphaene<\/em> e enterre\u2011o nas brasas. Asse durante dois dias. Serva com arroz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1563\" height=\"782\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4722\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1.jpg 1563w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1-300x150.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1-768x384.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-mc-camel-1-600x300.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1563px) 100vw, 1563px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Um romance n\u00e3o \u00e9 um livro de cozinha\u2026 Mas, entre os bedu\u00ednos, existe efetivamente at\u00e9 hoje o costume de rechear camelos de modo semelhante com prepara\u00e7\u00f5es de carne e de aves, cozinh\u00e1\u2011los inteiros e servi\u2011los como banquete de casamento. E quando do festim j\u00e1 s\u00f3 restam os ossos e as espinhas, os rabinos ainda debatem quantas camadas de folhas de palmeira s\u00e3o necess\u00e1rias entre a ovelha e o camelo, para que pelo menos o delicioso recheio seja <em>kosher<\/em> para os convidados judeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Os camelos jovens s\u00e3o muito brincalh\u00f5es e crescem rapidamente. S\u00f3 se tornam sexualmente maduros por volta dos quatro anos e, at\u00e9 l\u00e1, passam um tempo despreocupado, no qual ainda n\u00e3o s\u00e3o requisitados para qualquer trabalho. Enquanto que as f\u00eameas (com as suas crias) e os machos se mant\u00eam separados, os jovens brincam juntos, medindo for\u00e7as em lutas l\u00fadicas e corridas. Em sociedades de costumes restritos, a conviv\u00eancia descontra\u00edda entre g\u00e9neros simboliza um desejo secreto. O profeta Jeremias recorre a esta ilustra\u00e7\u00e3o de permissividade quando chama Israel de \u00abdromed\u00e1ria ligeira \u00e9s, que anda torcendo os seus caminhos\u00bb (Jr 2:23). Deus esperava do seu povo eleito fidelidade e compromisso numa rela\u00e7\u00e3o exclusiva \u2014 tal como se vive num casamento segundo os des\u00edgnios de Deus. A constante inclina\u00e7\u00e3o para os deuses dos povos vizinhos \u00e9, por isso, em muitos discursos prof\u00e9ticos, equiparada a adult\u00e9rio e prostitui\u00e7\u00e3o. Israel comportou\u2011se como uma camela \u00e1gil que, sem compromisso, salta de um companheiro de brincadeira para outro (ou como uma jumenta selvagem que atrai os garanh\u00f5es; ver o artigo sobre o jumento selvagem).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1344\" height=\"772\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4714\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit.jpg 1344w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit-300x172.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit-1024x588.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit-768x441.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-schon-zeit-600x345.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1344px) 100vw, 1344px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os camelos juvenis podem brincar em grupos mistos durante todo o dia at\u00e9 \u00e0 idade de quatro anos. Mais tarde, os machos e as f\u00eameas formam manadas separadas e s\u00e3o, frequentemente, utilizados para trabalhar.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A expectativa de Deus quanto \u00e0 fidelidade do seu povo n\u00e3o mudou. Paulo expressa isso \u00e0 Igreja da seguinte forma: \u00abporque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo\u00bb (2Co 11:2). Mesmo que a adora\u00e7\u00e3o literal de deuses estrangeiros j\u00e1 n\u00e3o seja um tema atual na cristandade, ainda h\u00e1 muita concorr\u00eancia pelo primeiro lugar na vida, que pertence unicamente ao Senhor Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p>Como os camelos procuram o seu pr\u00f3prio alimento, conseguem defender-se com \u00eaxito em manada contra qualquer predador e n\u00e3o necessitam de cuidados nem de infraestruturas, s\u00e3o f\u00e1ceis de criar e pouco dispendiosos. O facto de tamb\u00e9m poderem ser conduzidos, sem grande esfor\u00e7o, por dist\u00e2ncias realmente longas e viverem at\u00e9 cinquenta anos, torna\u2011os um meio de pagamento popular. De facto, o \u00abpre\u00e7o da noiva\u00bb desempenha ainda hoje um papel importante em alguns pa\u00edses. Mesmo que pare\u00e7a um pouco caricato indicar o pre\u00e7o de uma noiva em \u00abcamelos\u00bb e os programas de c\u00e1lculo como https:\/\/kamelrechner.eu sejam apenas uma piada, \u00e9 jurisprud\u00eancia oficial no Ir\u00e3o, por exemplo, que os familiares de uma v\u00edtima mortal de acidente de tr\u00e2nsito devam ser indemnizados com 100 camelos (no caso de uma mulher: 50). Na pr\u00e1tica, isso traduz\u2011se num pagamento em dinheiro, sendo o valor de um camelo fixado oficialmente (no caso do Ir\u00e3o, atualmente cerca de 500 \u20ac por animal).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1649\" height=\"866\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4724\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96.jpg 1649w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96-300x158.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96-768x403.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96-1536x807.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-camel-S96-600x315.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1649px) 100vw, 1649px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma c\u00e1fila torna o xeque rico, mas, para os povos n\u00f3madas, o camelo n\u00e3o era apenas meio de pagamento: era tamb\u00e9m um animal dom\u00e9stico que lhes fornecia leite, carne, couro, l\u00e3 e esterco (como combust\u00edvel), e servia como animal de monta e de carga. Em Israel, a sua cria\u00e7\u00e3o era menos adequada, pois, sendo ruminante sem unhas fendidas, era considerado um animal impuro (Lv 11:4; Dt 14:7), cuja carne n\u00e3o devia ser comida nem o leite bebido. No entanto, eles ca\u00edam repetidamente nas m\u00e3os deles como despojos de guerra, tal como na guerra das duas tribos e meia transjord\u00e2nicas contra os n\u00f3madas vizinhos, na qual os vencedores levaram 50.000 camelos (1Cr 5:21). Este n\u00famero elevado n\u00e3o \u00e9 exagero. A tribo bedu\u00edna dos Beni Sakr, que vivia no mesmo territ\u00f3rio no tempo do mandato brit\u00e2nico, possu\u00edam at\u00e9 100.000 camelos. O rei David manteve os seus camelos sob a superintend\u00eancia de um ismaelita (1Cr 27:30), algu\u00e9m que certamente percebia do assunto. Para que fim, n\u00e3o sabemos. Provavelmente, tamb\u00e9m eram despojos de guerra (cf. 1Sm 27:9; 30:17), que ele trocava com outros povos que lhes davam melhor uso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stich-fest.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"586\" height=\"819\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stich-fest.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4716\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stich-fest.jpg 586w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-stich-fest-215x300.jpg 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os camelos s\u00e3o \u00abinsens\u00edveis \u00e0 dor\u00bb no que toca ao que podem pastar. Eles devoram ramos com espinhos e n\u00e3o se retraem perante os mais terr\u00edveis catos. Engolem at\u00e9 plantas salgadas e amargas sem pestanejar.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A caracter\u00edstica mais not\u00e1vel dos camelos \u00e9 a sua extraordin\u00e1ria resist\u00eancia. Eles s\u00e3o plenamente operacionais tanto em temperaturas muito baixas (at\u00e9 \u221225 \u00b0C) quanto em calor extremo (at\u00e9 50 \u00b0C). Eles sobrevivem at\u00e9 tr\u00eas semanas sem beber e muito mais tempo sem comer. Eles suportam sem problemas varia\u00e7\u00f5es de temperatura de at\u00e9 60 \u00b0C, como as que ocorrem em alguns desertos entre a m\u00e1xima diurna e a m\u00ednima noturna. Em noites de gelo, deixam a temperatura corporal descer at\u00e9 aos 34 \u00b0C, encaram \u00abde cabe\u00e7a fria\u00bb o calor do dia seguinte e ativam as gl\u00e2ndulas sudor\u00edparas apenas pouco antes do corpo aquecer acima dos 42 \u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas das particularidades anat\u00f3micas e fisiol\u00f3gicas, que permitem aos camelos estas fa\u00e7anhas, j\u00e1 foram estudadas a fundo; outras continuam enigm\u00e1ticas. As bossas salientes n\u00e3o s\u00e3o \u00abdep\u00f3sitos de \u00e1gua\u00bb, mas cont\u00eam reservas de energia sob a forma de gordura. Quando essa reserva \u00e9 acionada, o processo bioqu\u00edmico da lip\u00f3lise liberta \u00e1gua, que fica dispon\u00edvel para o metabolismo e contribui de forma significativa para o equil\u00edbrio geral. Como a gordura \u00e9 tamb\u00e9m um mau condutor de calor, as bossas protegem o corpo do calor e do frio, como \u00abisolamento externo\u00bb, e ainda fornecem sombra.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sobreviverem com pouca \u00e1gua, os camelos t\u00eam de economiz\u00e1-la ao m\u00e1ximo. A humidade \u00e9 retirada ao ar expirado antes que ele saia. Isto funciona t\u00e3o bem que, mesmo no frio intenso, n\u00e3o se v\u00eaem \u00abnuvens\u00bb de vapor. A urina, da qual excretam no m\u00e1ximo um litro por dia, \u00e9 altamente concentrada, e as bolinhas de fezes, semelhantes a castanhas, caem t\u00e3o secas no ch\u00e3o que podem ser queimadas no pr\u00f3prio dia. Al\u00e9m disso, como s\u00f3 come\u00e7am a suar em \u00faltima inst\u00e2ncia, o seu consumo \u00e9 m\u00ednimo em todos os aspetos. Por outro lado, s\u00e3o muito eficientes na absor\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos. Desde que se alimentem de plantas verdes suculentas \u2014 o que nas estepes e nos semidesertos s\u00f3 acontece na esta\u00e7\u00e3o das chuvas \u2014 n\u00e3o precisam de beber. Gra\u00e7as aos seus rins altamente eficientes, podem contentar\u2011se temporariamente com \u00e1gua salgada e matar a sede com a \u00e1gua do mar. Quando, ap\u00f3s um longo per\u00edodo de seca, todas as reservas est\u00e3o esgotadas e finalmente volta a haver \u00e1gua dispon\u00edvel, conseguem absorver at\u00e9 200 litros em apenas 15 minutos. A \u00e1gua distribui\u2011se ent\u00e3o, em poucas horas, pelo corpo desidratado, que perdeu at\u00e9 35% do seu peso, e restitui\u2011lhe o antigo volume.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1313\" height=\"912\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4717\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke.jpg 1313w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke-300x208.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke-1024x711.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke-768x533.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-durst-strecke-600x417.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1313px) 100vw, 1313px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma dromed\u00e1ria chamada \u00abMisery\u00bb det\u00e9m o recorde mundial da viagem mais longa pelo deserto sem \u00abparagem para reabastecimento\u00bb. Em 1895, o agrimensor A. P. Brophy partiu com ela para o <em>outback<\/em> australiano. Devido aos po\u00e7os de \u00e1gua estarem secos, teve de percorrer 600 milhas (cerca de 970 quil\u00f3metros) at\u00e9 alcan\u00e7ar um po\u00e7o salvador.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>To compensate for these enormous fluctuations in water balance, the cardiovascular system is also specialized. Red blood cells are not round like those of all other mammals, but oval. They can absorb a great deal of fluid and more than double their volume in the process. Because of their shape they withstand pressure without bursting. In addition, their diameter hardly changes, so they still pass through the finest capillaries. At 19 million red blood cells per microliter, their density in the blood is four times higher than in humans and the highest among all mammals. This ensures oxygen supply even when the blood is viscous and flows slowly. Incidentally, this peculiarity also makes camels suitable for high altitudes. In the mountains of Central Asia they cross passes up to 5,500 meters high while fully loaded, whereas llamas, guanacos, vicu\u00f1as, and alpacas \u2013 their cousins in South America \u2013 do the same in the Andes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os camelos eram, sem sombra de d\u00favida, indispens\u00e1veis para o com\u00e9rcio de longa dist\u00e2ncia na Antiguidade. Alguns o\u00e1sis e pousadas (caravan\u00e7arais) estavam ligados por rotas des\u00e9rticas t\u00e3o longas, que n\u00e3o podiam ser percorridas com outro animal de carga. Uma caravana que caminhava de dia e descansava de noite, percorria cerca de 150 km nas doze horas de viagem, sendo que cada animal transportava uma carga \u00fatil m\u00e9dia de 250 kg, al\u00e9m do seu cavaleiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u2011se\u2011iam acrescentar muitas outras adapta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>P\u00e9s com almofadas largas de gordura e tecido conjuntivo resistente, que protegem do calor, do frio, das pedras afiadas e do afundamento na areia, na neve e em solos moles (t\u00e3o especiais que toda a subordem \u00e9 classificada por isso como <em>Tylopoda<\/em> \u2013 \u00absolas almofadadas\u00bb).<\/li>\n\n\n\n<li>Cada passo \u00e9 estranhamente oscilante, lento, mas energeticamente muito eficiente, em \u00abandamento pausado\u00bb.<\/li>\n\n\n\n<li>Um nariz que se pode fechar ativamente e impede a asfixia numa tempestade de areia.<\/li>\n\n\n\n<li>Pestanas longas e densas para proteger os olhos perspicazes da areia e do p\u00f3.<\/li>\n\n\n\n<li>L\u00e1bios insens\u00edveis, mas altamente m\u00f3veis, que d\u00e3o conta dos mais tem\u00edveis arbustos espinhosos e que arrancam o que todos os outros deixaram ficar; apanham at\u00e9 as folhinhas mais pequenas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os camelos s\u00e3o obras\u2011primas do Criador, com um design perfeito e extremamente \u00fatil para o ser humano, adequado a alguns dos habitats mais in\u00f3spitos do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 f\u00e1cil compreender o desejo ardente de uma caravana sedenta por \u00e1gua fresca. J\u00f3 usa esta forte representa\u00e7\u00e3o para descrever a sua esperan\u00e7a de consolo e a amarga dece\u00e7\u00e3o causada pelos seus amigos: \u00abMeus irm\u00e3os aleivosamente me trataram; s\u00e3o como um ribeiro [&#8230;] No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar. Desviam-se as caravanas dos seus caminhos; sobem ao v\u00e1cuo e perecem. Os caminhantes de Tem\u00e1 os v\u00eaem; os passageiros de Sab\u00e1 olham para eles. Foram envergonhados por terem confiado; e, chegando ali, se confundem. Agora, sois semelhantes a eles&#8230;\u00bb (J\u00f3 6:15\u201121).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1412\" height=\"806\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4718\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung.jpg 1412w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung-300x171.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung-1024x585.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung-768x438.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ent-lastung-600x342.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1412px) 100vw, 1412px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00abAssim como um camelo se ajoelha diante do seu senhor para que este, ao final do dia, lhe tire a carga, ajoelha-te todas as noites e deixa que o Mestre te tire a tua\u00bb (Corrie ten Boom).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em G\u00e9nesis 24 \u00e9 relatada a hist\u00f3ria de uma caravana que, ap\u00f3s uma longa viagem (cerca de quatro semanas e 750 quil\u00f3metros), chega a um po\u00e7o perto da cidade de Har\u00e3, na orla do deserto. Pode-se presumir que os animais tinham muita sede. Considerando que um \u00fanico camelo pode beber at\u00e9 200 litros de uma s\u00f3 vez, fica claro que dar de beber a dez animais \u00e9 uma tarefa \u00e1rdua. Parece improv\u00e1vel que uma jovem se ofere\u00e7a voluntariamente para fazer tal trabalho pesado a um estranho. \u00c9 precisamente por isso que o servo de Abra\u00e3o pede a Deus este sinal inequ\u00edvoco \u2014 e \u00e9 ouvido.<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta n\u00e3o podia ser mais clara. Rebeca \u00abapressa\u2011se\u00bb e despeja o seu <em>kad<\/em>, um grande c\u00e2ntaro de transporte e armazenamento, no bebedouro. Depois \u00abcorre\u00bb novamente at\u00e9 ao po\u00e7o, enche\u2011o, despeja\u2011o no bebedouro e assim sucessivamente. Ela precisa de descer \u00e0 fonte e subir uma e outra vez, e ir e vir entre o po\u00e7o e o bebedouro, mas n\u00e3o p\u00e1ra at\u00e9 todos os animais estarem saciados. Eliezer observa, maravilhado, e fica certo de ter encontrado, com esta \u00abmulher de for\u00e7a\u00bb, a parceira certa para o filho do seu senhor.<\/p>\n\n\n\n<p>A continua\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria confirma que Rebeca \u00e9 a noiva escolhida por Deus. No final da viagem, ela mal pode esperar para encontrar o seu noivo \u2014 \u00abe lan\u00e7ou-se do camelo\u00bb (Gn 24:64). Em vez de fazer o animal ajoelhar-se e descer com dignidade da sua liteira, ela simplesmente salta de quase tr\u00eas metros de altura. Para o leitor da B\u00edblia, que v\u00ea, nesta cena, um sentido figurado mais profundo, este \u00e9 um detalhe muito expressivo. Quando vemos em Isaque, o \u00abfilho da promessa\u00bb, que esteve atado no altar, desceu novamente de l\u00e1 e agora \u00e9 o herdeiro de tudo (Gn 25:5; Jo 3:35), vemos uma representa\u00e7\u00e3o do Senhor Jesus, e, na noiva conduzida a Ele de terras estranhas, uma representa\u00e7\u00e3o da Igreja, devemos fazer\u2011nos a pergunta: qu\u00e3o grande \u00e9 o nosso anseio por encontr\u00e1\u2011Lo? Estamos ansiosos pelo momento em que estaremos diante d\u2019Ele?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"895\" height=\"725\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4719\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung.jpg 895w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-300x243.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-768x622.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-600x486.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 895px) 100vw, 895px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O autor sentiu falta da din\u00e2mica desta cena b\u00edblica nas pinturas dos antigos mestres; por isso, o gerador de imagens DALL\u2011E 2, da OpenAI, recebeu o pedido \u00ab<em>beautiful oriental woman jumping down from the back of a camel into the sand<\/em>\u00bb [bela mulher oriental a saltar das costas de um camelo para a areia]. Ainda \u00e9 algo experimental, mas o <em>software<\/em> deste tipo evolui rapidamente. Dentro de alguns anos, talvez baste indicar: \u00abilustrar Gn 24:64 de modo fotorrealista\u00bb \u2014 para gerar uma \u00abfoto\u00bb que pare\u00e7a ter sido tirada ao vivo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-neu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"941\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-neu.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4727\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-neu.jpg 625w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-neu-199x300.jpg 199w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kunst-sprung-neu-600x903.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A imagem acima \u00e9 de 2022. Agora (2025), o ChatGPT j\u00e1 est\u00e1 a criar imagens muito melhores.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os camelos s\u00e3o os maiores animais que existiam no antigo Oriente Pr\u00f3ximo. Por isso, o Senhor Jesus usa\u2011os para representar \u00abalgo muito grande\u00bb: \u00abCondutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo!\u00bb (Mt 23:24). Como se depreende do contexto, o Senhor ilustra, com esta compara\u00e7\u00e3o, o choque entre o legalismo minucioso dos fariseus, que regulavam at\u00e9 os mais pequenos pormenores da vida, e a total incompreens\u00e3o do verdadeiro prop\u00f3sito de Deus com os seus bons mandamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, na express\u00e3o \u00abfazer de um mosquito um elefante\u00bb, recorremos a uma compara\u00e7\u00e3o de tamanho semelhante. Os elefantes e as girafas s\u00e3o ainda maiores do que os camelos. Embora n\u00e3o vivessem em estado selvagem, os Romanos tamb\u00e9m organizavam com eles jogos de circo e ca\u00e7adas de animais em Israel. \u00c9 poss\u00edvel que alguns ouvintes do Senhor j\u00e1 tivessem visto esses animais (apesar dos pr\u00f3prios jogos estarem associados a sacrif\u00edcios idolatras e n\u00e3o serem frequentados por judeus cumpridores da lei). Mas, assim como hoje um bom pregador evita, nos seus exemplos, fazer refer\u00eancias a filmes de Hollywood ou personagens liter\u00e1rios que muitos dos presentes n\u00e3o conhecem, o Senhor tamb\u00e9m se refere apenas ao que era familiar a todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente, nesta compara\u00e7\u00e3o trata-se exclusivamente do tamanho do camelo: \u00ab\u00c9 mais f\u00e1cil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus\u00bb (Mc 10:25; cf. Mt 19:24; Lc 18:25). Embora o contexto deixe claro que o Senhor Jesus, com a sua compara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o descreve apenas uma dificuldade, mas uma impossibilidade, circula a interpreta\u00e7\u00e3o de que o \u00abfundo de uma agulha\u00bb poderia ser uma porta pequena na muralha da cidade, pela qual um camelo s\u00f3 se poderia passar a muito custo. Como, por um lado, n\u00e3o h\u00e1 provas hist\u00f3ricas de que essa designa\u00e7\u00e3o alguma vez tenha sido usada para um port\u00e3o ou algo semelhante e, por outro lado, nos tr\u00eas relatos paralelos s\u00e3o usados tr\u00eas termos diferentes para \u00abfundo de uma agulha\u00bb (e Lucas, o m\u00e9dico, fala at\u00e9 da sua agulha cir\u00fargica), tal interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 descabida.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1541\" height=\"677\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4720\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance.jpg 1541w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance-300x132.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance-1024x450.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance-768x337.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance-1536x675.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance-600x264.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1541px) 100vw, 1541px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A compara\u00e7\u00e3o do rico com o camelo no fundo da agulha \u00e9 sentida, muitas vezes, como inc\u00f3moda. Tentou\u2011se reinterpret\u00e1\u2011la, transformando o \u00abfundo de uma agulha\u00bb numa porta, como se v\u00ea neste relevo em arenito no arco da igreja de S\u00e3o Bonif\u00e1cio, em Dortmund. Outra variante mant\u00e9m o fundo da agulha, mas transforma o camelo num \u00abcabo de navio\u00bb; o que nada muda na afirma\u00e7\u00e3o do vers\u00edculo, pois um cabo de navio tamb\u00e9m n\u00e3o passa pelo fundo de uma agulha. A ideia de aumentar o fundo da agulha ao tamanho adequado s\u00f3 ocorreu, at\u00e9 agora, a um gr\u00e1fico.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"938\" height=\"289\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4729\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance2.jpg 938w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance2-300x92.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance2-768x237.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-tor-chance2-600x185.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 938px) 100vw, 938px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O artista brit\u00e2nico Nikolai Aldunin especializou-se em obras microsc\u00f3picas e consegue colocar uma caravana inteira no fundo de uma agulha.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c0 pergunta alarmada dos disc\u00edpulos: \u00abQuem poder\u00e1, pois, salvar-se?\u00bb (Mc 10:26) fica claro que a afirma\u00e7\u00e3o lhes pareceu totalmente exagerada; no entanto, o Senhor confirma\u2011a mais uma vez: \u00abPara os homens \u00e9 imposs\u00edvel\u2026\u00bb \u2014 isso aplica-se, em princ\u00edpio, para todos os seres humanos: pois ningu\u00e9m pode ser salvo pelo que possui ou realiza. Gra\u00e7as a Deus (literalmente), o vers\u00edculo continua: \u00ab\u2026 mas n\u00e3o para Deus, porque para Deus todas as coisas s\u00e3o poss\u00edveis\u00bb (Mc 10:27). Deus pode, portanto, salvar qualquer pessoa, inclusive os ricos. Mas a riqueza seduz a confiar nas pr\u00f3prias possibilidades e \u00e9 um obst\u00e1culo na decis\u00e3o de confiar em Jesus. Estes vers\u00edculos advertem\u2011nos e n\u00e3o devemos relativiz\u00e1\u2011los.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bednarz, D: Blood money in Iran \u2013 100 camels for a man, 50 for a woman. <em>Der Spiegel<\/em> 14.06.2011; <a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/politik\/ausland\/blutgeld-in-iran-100-kamele-fuer-einen-mann-50-fuer-eine-frau-a-767804.html\">https:\/\/www.spiegel.de\/politik\/ausland\/blutgeld-in-iran-100-kamele-fuer-einen-mann-50-fuer-eine-frau-a-767804.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Bouaouda, H.; Achaaban, M. R.; Ouassat, M.: Regula\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do ritmo da temperatura corporal no camelo (<em>Camelus dromedarius<\/em>) exposto a condi\u00e7\u00f5es des\u00e9rticas experimentais. <em>Physiological Reports<\/em> 2014; 2(9): e12151; doi: 10.14814\/phy2.12151<\/p>\n\n\n\n<p>Boyle, T. C.: <em>Wassermusik<\/em> (receita de camelo, p. 99). Hamburgo (Rowohlt) 2002<\/p>\n\n\n\n<p>Free, J. P.: <em>Abraham\u2019s camels<\/em>. <em>Journal of Near East Studies<\/em> 1944; 3(3):187\u2011193; http:\/\/www.jstor.org\/stable\/542916<\/p>\n\n\n\n<p>Hawkey, C. M.; Bennett, P. M.; Gascoyne, S. C.: Tamanho, n\u00famero e teor de hemoglobina dos eritr\u00f3citos em vertebrados. <em>British Journal of Haematology<\/em> 1991; 77:392\u2011397; doi: 10.1111\/j.1365-2141.1991.tb08590.x<\/p>\n\n\n\n<p>Heide, M.: <em>The domestication of the camel: biological, archaeological and inscriptional evidence from Mesopotamia, Egypt, Israel and Arabia, and traditional evidence from the Hebrew Bible<\/em>. <em>Ugarit\u2011Forschungen<\/em> 2010; 42:331\u2011382<\/p>\n\n\n\n<p>Jeising, T.: Realmente n\u00e3o passa camelo pelo olho da agulha ou apenas n\u00e3o passa um cabo? <em>Bibel und Gemeinde<\/em> 2015; 111(2):27\u201128; https:\/\/bibelbund.de\/2015\/01\/geht-wirklich-kein-kamel-durchs-nadeloehr-oder-nur-kein-seil<\/p>\n\n\n\n<p>Kotulla, M.: <em>DER SPIEGEL e os her\u00f3is da B\u00edblia: conclus\u00f5es inadmiss\u00edveis rumo \u00e0 verdade?<\/em> Wort und Wissen 2020; Contribui\u00e7\u00e3o de debate 2\/20; https:\/\/www.wort-und-wissen.org\/wp-content\/uploads\/Spiegel_und_Helden_der_Bibel.pdf<\/p>\n\n\n\n<p>Meder, A.; Blank, S.; Dank, U.: <em>Lebendige Wildnis \u2013 Tiere der W\u00fcsten und Halbw\u00fcsten<\/em> (Camelos, p. 47\u201164). Estugarda (Das Beste) 1993<\/p>\n\n\n\n<p>Nelson, K. S.; Bwala, D. A.; Nuhu, E. J.: <em>The Dromedary Camel; A review on the aspects of history, physical description, adaptations, behavior\/lifecycle, diet, reproduction, uses, genetics and diseases<\/em>. <em>Nigerian Veterinary Journal<\/em> 2015; 36(4):1299\u20111317; https:\/\/www.ajol.info\/index.php\/nvj\/article\/view\/147326<\/p>\n\n\n\n<p>Saber, A. S.: <em>The Camel in Ancient Egypt<\/em>. <em>Proceedings of the Third Annual Meeting for Animal Production Under Arid Conditions<\/em> 1998; 1:208\u2011215<\/p>\n\n\n\n<p>SiliconForm \u2014 ordenha moderna de camelos. https:\/\/www.siliconform.com\/page\/C,Kamelmelken,110.html, acedido em 10\/01\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Skidmore, J. A.; Billah, M.; Binns, M.: <em>Hybridizing Old and New World camelids: Camelus dromedarius \u00d7 Lama guanicoe<\/em>. <em>Proceedings of the Royal Society B<\/em> 1999; 266(1420):649\u2011656; doi: 10.1098\/rspb.1999.0685 Van der Veen, P.; Zerbst, U.: <em>Volk ohne Ahnen? Auf den Spuren der Erzv\u00e4ter und des fr\u00fchen Israel<\/em> (p. 225\u2011228). Holzgerlingen (H\u00e4nssler) 2013<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong>Cr\u00e9ditos de Imagem<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Wikipedia:<\/strong> <em>Gef\u00fclltes Kamel \/ So Tasty<\/em> \/\/ <em>Durchhalter<\/em> \/ HappyWaldo \/\/ <em>Kamel wird abgeladen<\/em> \/ Angela N Perryman \/\/ <em>Kamel und Torbogen<\/em> \/ Mathias Bigge<\/p>\n\n\n\n<p><strong>outras licen\u00e7as<\/strong>: <em>H\u00edbrido Camelo \u00d7 Lama<\/em> \/ Skidmore et al. \/\/ <em>Camelo e bedu\u00edno em ora\u00e7\u00e3o<\/em> \/ Carl Ninck \/\/ <em>Tr\u00eas camelos bactrianos<\/em> \/ Shutterstock ID_748823581 \/ De Visu \/\/ <em>Camelo bactriano no deserto de Taklamakan<\/em> \/ Shutterstock ID_161481236 \/ Martinez de la Varga \/\/ <em>Pintura rupestre da Arg\u00e9lia<\/em> \/ Shutterstock ID_71144680 \/ Dmitry Pichugin \/\/ <em>Camela a ser ordenhada<\/em> \/ Shutterstock ID_792794782 \/ Kertu \/\/ <em>Camelos juvenis<\/em> \/ Shutterstock ID_1480598990 \/ Occipitalis Creations \/\/ <em>Manada de camelos com pastor montado num camelo<\/em> \/ Shutterstock ID_783725833 \/ ImagesofIndia \/\/ <em>Camelo come espinhos<\/em> \/ Shutterstock ID_1228671589 \/ ChWeiss \/\/ <em>Caravana de camelos<\/em> \/ Shutterstock ID_1222913206 \/ BillyH \/\/ <em>Camelo e olho da agulha<\/em> \/ Shutterstock ID_1727711908 \/ LeaDigszammal \/\/ <em>Caravana no olho da agulha<\/em> \/ ZUMAPRESS.com<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A raz\u00e3o pela qual os camelos s\u00e3o retratados no nosso meio cultural como animais tolos e pouco inteligentes \u00e9 algo dif\u00edcil de compreender.<br \/> Entre os[\u2026]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4430,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"remove_blocks_before_content":false,"remove_blocks_after_content":false,"disable_reading_progress_bar":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-4428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-animals-of-the-field"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4428"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4428\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5308,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4428\/revisions\/5308"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}