{"id":4457,"date":"2025-03-15T22:52:59","date_gmt":"2025-03-15T22:52:59","guid":{"rendered":"https:\/\/parquediscovery.pt\/de\/?p=4457"},"modified":"2026-04-30T12:17:58","modified_gmt":"2026-04-30T11:17:58","slug":"onager","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/onager","title":{"rendered":"os asnos-selvagens"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Na Antiguidade, a \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o do asno-selvagem (ou jumento-selvagem) coincidia aproximadamente com a do camelo-bactriano, estendendo-se desde o Pr\u00f3ximo Oriente at\u00e9 \u00e0 \u00c1sia Central. Hoje em dia, s\u00f3 existem popula\u00e7\u00f5es selvagens de grande dimens\u00e3o no deserto de Gobi (Mong\u00f3lia, norte da China). Ainda assim, na reserva natural de Hai-Bar, no deserto do Negueve, em Israel, vivem atualmente cerca de 500 animais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como acontece com a maioria dos artiod\u00e1ctilos, as rela\u00e7\u00f5es de parentesco entre os diversos equ\u00eddeos (<em>Equidae<\/em>) s\u00e3o igualmente muito complexas. Os cavalos, os burros, os seus primos selvagens e as zebras est\u00e3o geneticamente t\u00e3o pr\u00f3ximos entre si, que j\u00e1 foram propostas v\u00e1rias classifica\u00e7\u00f5es, mas que depois acabaram por ser rejeitadas. Isto n\u00e3o \u00e9 surpreendente, uma vez que formam um tipo b\u00e1sico, que est\u00e1 ligado entre si por m\u00faltiplos cruzamentos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1289\" height=\"595\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4955\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01.jpg 1289w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01-300x138.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01-768x355.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Wildesel-extra-01-600x277.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1289px) 100vw, 1289px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente, o hem\u00edono (<em>Equus hemionus<\/em>), do grego \u00abmeio-asno\u00bb, \u00e9 considerado uma \u00fanica esp\u00e9cie. As diferen\u00e7as entre as popula\u00e7\u00f5es geograficamente dispersas residem, portanto, ao n\u00edvel de ra\u00e7as, sendo que no Pr\u00f3ximo e M\u00e9dio Oriente predomina o jumento-selvagem-s\u00edrio ou hemippo (<em>Equus hemionus hemippus<\/em>) ou \u00f3nagro, e nas estepes da \u00c1sia Central o asno-selvagem-mongol ou kulan turcomano (<em>Equus hemionus kulan<\/em>). Hoje, na reserva natural israelita de Hai-Bar Yotvata, para al\u00e9m dos hem\u00edonos, tamb\u00e9m s\u00e3o criados os asnos-da-som\u00e1lia (<em>Equus africanus somaliensis<\/em>), que, provavelmente, nunca foram aut\u00f3ctones de Israel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1094\" height=\"853\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4957\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen.jpg 1094w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen-300x234.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen-1024x798.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen-768x599.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-fus-streifen-600x468.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1094px) 100vw, 1094px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este asno-selvagem-africano ou asno-da-som\u00e1lia (<em>Equus africanus somaliensis<\/em>) vive na reserva natural de Hai-Bar Yotvata, em Israel. Uma caracter\u00edstica t\u00edpica \u00e9 o padr\u00e3o de riscas \u00abzebroides\u00bb na parte inferior das patas. Na Antiguidade, provavelmente n\u00e3o existia como animal selvagem no Pr\u00f3ximo Oriente, mas a sua esp\u00e9cie \u00e9 considerada a forma ancestral do atual burro dom\u00e9stico.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na B\u00edblia, o asno-selvagem (ou jumento-selvagem) \u00e9 designado, na maioria das vezes, pela palavra hebraica <em>pere<\/em> (10x), que aparece em J\u00f3 39:5 numa varia\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, juntamente com o termo <em>arod<\/em>. O equivalente em aramaico \u00e9 <em>arad<\/em> (Dn 5:21). Tamb\u00e9m surge como designa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o de Arad, no deserto do Negueve (5x). Como se trata de um dos povoados mais meridionais de Israel, que de facto se situava na \u00abterra do asno-selvagem\u00bb, esta liga\u00e7\u00e3o \u00e9 plaus\u00edvel. O nome pr\u00f3prio \u00abPir\u00e3\u00bb (Js 10:3) \u00e9 uma deriva\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de <em>pere<\/em>, com o significado literal de \u00aberrante\u00bb. O potro do asno-selvagem \u00e9 designado por <em>ajir pere<\/em> (J\u00f3 11:12).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1169\" height=\"817\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5367\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1.jpg 1169w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1-300x210.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1-1024x716.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1-768x537.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ross-artige-PT-reduziert-1-600x419.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1169px) 100vw, 1169px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Tal como no caso do auroque, tamb\u00e9m encontramos uma descri\u00e7\u00e3o adequada para o asno-selvagem no livro de J\u00f3. No \u00abdiscurso da cria\u00e7\u00e3o\u00bb de Deus, l\u00ea-se: \u00abQuem p\u00f4s em liberdade o jumento salvagem? Quem soltou as suas cordas? Eu lhe dei o deserto por casa e a terra salgada por morada. Ele se ri do tumulto da cidade, n\u00e3o ouve os gritos do guia. Os montes s\u00e3o o lugar do seu pasto, e anda \u00e0 procura de tudo o que est\u00e1 verde.\u00bb (J\u00f3 39:5-8). J\u00f3 conhecia muito bem o burro dom\u00e9stico, a forma domesticada deste animal ungulado. Entre os seus bens, contavam-se 500 jumentas (J\u00f3 1:3). Ele conhecia os burros como animais de trabalho confi\u00e1veis e resistentes, que ocasionalmente eram um pouco teimosos, mas fundamentalmente submissos \u00e0 vontade humana. O asno-selvagem, que \u00e9 abordado neste artigo, \u00e9 um parente biologicamente muito pr\u00f3ximo, mas que exibe um car\u00e1cter completamente diferente. Ao contr\u00e1rio dos outros equ\u00eddeos, que s\u00e3o todos animais de manada, ele \u00e9 uma criatura solit\u00e1ria, famoso por defender agressivamente o seu territ\u00f3rio contra qualquer intruso. Ele n\u00e3o recua, nem sequer perante os seres humanos, de modo que alguns viajantes j\u00e1 foram gravemente atacados. Devido a este comportamento, tornou-se num s\u00edmbolo de ferocidade e agressividade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-grenz-patrouille.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"805\" height=\"922\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-grenz-patrouille.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4959\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-grenz-patrouille.jpg 805w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-grenz-patrouille-262x300.jpg 262w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-grenz-patrouille-768x880.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-grenz-patrouille-600x687.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O \u00f3nagro do Pr\u00f3ximo Oriente considera o seu territ\u00f3rio de estepe como propriedade privada e n\u00e3o tolera intrusos. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o das \u00e9guas em per\u00edodo de estro, geralmente n\u00e3o recebe visitas, e mesmo os turistas que caminham os trilhos pr\u00f3ximos n\u00e3o deveriam ignorar os seus bufos indignados, mas sim manter uma dist\u00e2ncia segura.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O seu habitat \u00e9 a estepe e o deserto; ele evita o espa\u00e7o cultural do ser humano. Seria de supor que ele ansiasse por uma ra\u00e7\u00e3o di\u00e1ria adequada, pastagens vi\u00e7osas e um est\u00e1bulo seguro, mas este estilo de vida est\u00e1 completamente fora de quest\u00e3o para o asno-selvagem. Ele \u00abri-se\u00bb dos seus primos domesticados, que, sobrecarregados com cargas pesadas, s\u00e3o conduzidos por pessoas irritadas por ruelas estreitas e mercados sobrelotados nas cidades barulhentas. Pela sua liberdade, ele aceita de bom grado a alimenta\u00e7\u00e3o escassa do seu ambiente \u00e1rido e contenta-se com o que encontra de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com estas caracter\u00edsticas, o asno-selvagem \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o da natureza do ser humano: \u00abMas o homem v\u00e3o \u00e9 falto de entendimento; sim, o homem nasce como a cria do jumento mont\u00eas.\u00bb (J\u00f3 11:12). Quando o rei babil\u00f3nico Nabucodonosor se exaltou no seu orgulho, Deus puniu-o com confus\u00e3o mental, e ele passou a comportar-se como um animal e a viver entre os jumentos selvagens (Dn 5:21). No entanto, ao contr\u00e1rio do asno-selvagem, n\u00f3s, seres humanos, temos a possibilidade de arrependimento (submeter-nos a Deus e sermos redimidos, cf. Ex 13:13), mesmo sendo impuros (J\u00f3 14:4). O asno-selvagem parece ser totalmente livre, mas na simbologia do livro de <em>J\u00f3<\/em> existe um ser que simbolicamente corresponde a Satan\u00e1s e que reina sobre todos os que n\u00e3o se submetem a nenhuma autoridade: o Leviat\u00e3 \u00ab\u00e9 rei sobre todos os filhos de animais altivos [literalmente: sobre todos os filhos do orgulho]\u00bb (J\u00f3 41:34).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1460\" height=\"929\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4960\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock.jpg 1460w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock-300x191.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock-1024x652.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock-768x489.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-block-bock-600x382.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1460px) 100vw, 1460px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os ass\u00edrios ca\u00e7avam e capturavam asnos-selvagens na estepe \u2013 mas n\u00e3o conseguiam domestic\u00e1-los.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Muito acima dele est\u00e1, naturalmente, Aquele que criou igualmente o Leviat\u00e3 (J\u00f3 41:33) e todos os anjos, incluindo aqueles que se rebelaram contra Ele (Ez 28:15) \u2013 Jesus Cristo, o \u00abRei dos reis e Senhor dos senhores\u00bb (Ap 19:16; cf. Hb 1:6). Ele tamb\u00e9m reina sobre aqueles que n\u00e3o reconhecem o Seu senhorio e Ele n\u00e3o \u00e9 apenas o Criador (Jo 1:3; Cl 1:16; Hb 1:2), mas tamb\u00e9m o Sustentador de todas as coisas (At 17:25; 1Tm 6:13; Hb 1:3). Ele d\u00e1 igualmente de beber aos asnos-selvagens, amantes da liberdade, na estepe \u00e1rida (Sl 104:11). O que \u00e9 bom saber, pois estes animais cinzentos e ariscos n\u00e3o podem beber \u00e0 vontade quando se encontram junto com camelos nas fontes de \u00e1gua, visto que s\u00e3o seus inimigos. Enquanto houver \u00e1gua suficiente e eles se mantiverem calmos, s\u00e3o tolerados; mas quando a \u00e1gua escasseia, os carregadores de bossas, maiores e mais fortes, barram-lhes o acesso e, por vezes, ferem-nos gravemente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-frei-wild.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"905\" height=\"739\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-frei-wild.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4961\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-frei-wild.jpg 905w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-frei-wild-300x245.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-frei-wild-768x627.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-frei-wild-600x490.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os pelos r\u00edgidos da sua crina eri\u00e7ada real\u00e7am o car\u00e1cter indom\u00e1vel e a agressividade inata do asno-selvagem. Por muito confi\u00e1vel que possa parecer\u2026<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Exteriormente, os asnos-selvagens (tal como os cavalos selvagens e as zebras) distinguem-se das formas domesticadas por duas caracter\u00edsticas marcantes: a \u00abcrina eri\u00e7ada\u00bb e a \u00ablistra dorsal\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pelos espessos e relativamente curtos da crina do asno-selvagem erguem-se verticalmente a partir do pesco\u00e7o. A express\u00e3o \u00abficar com os cabelos em p\u00e9\u00bb tem o seu significado: refere-se aos pelos eri\u00e7ados, sobretudo na zona da cabe\u00e7a e da nuca, que s\u00e3o um sinal claro de agressividade e de comportamento defensivo. Este princ\u00edpio pode ser ampliado do ponto de vista biol\u00f3gico: penas, cristas, escamas, espinhos, etc., fazem com que o seu portador pare\u00e7a maior e s\u00e3o frequentemente considerados como \u00abgestos de amea\u00e7a\u00bb. Embora os penteados estejam sujeitos \u00e0s flutua\u00e7\u00f5es extremas do mundo da moda, o \u00abcorte de cabelo moicano\u00bb sempre foi associado a um car\u00e1cter corajoso, independente, confiante, defensivo e obstinado (especialmente quando usado por mulheres). Isto tamb\u00e9m caracteriza o asno-selvagem \u2013 mas encontraremos um simbolismo completamente diferente mais tarde com o cavalo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-iro-hero.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"899\" height=\"719\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-iro-hero.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4962\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-iro-hero.jpg 899w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-iro-hero-300x240.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-iro-hero-768x614.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-iro-hero-600x480.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 899px) 100vw, 899px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A <em>crista<\/em> (do latim: pente) era um penacho de capacete, geralmente feito de crina de cavalo tingida, uma esp\u00e9cie de \u00abcrina eri\u00e7ada\u00bb sobre as cabe\u00e7as dos legion\u00e1rios romanos. Servia de ornamento de desfile e fazia com que os soldados parecessem maiores e mais poderosos. Dos hoplitas gregos aos guerreiros ind\u00edgenas iroqueses e mohawk, passando pelos paraquedistas norte-americanos da Segunda Guerra Mundial aos punks da \u00abcena alternativa\u00bb, este estilo foi utilizado com motiva\u00e7\u00e3o e efeito semelhantes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A listra dorsal, tamb\u00e9m apelidada de listra de burro, \u00e9 a faixa escura e estreita no pelo ao longo da coluna vertebral. Esta listra aparece como uma continua\u00e7\u00e3o da crina por toda a extens\u00e3o do dorso; podendo-se at\u00e9 especular que \u00e9 uma express\u00e3o do livre arb\u00edtrio absoluto destes animais. Esta interpreta\u00e7\u00e3o, que \u00e9, a bom da verdade, algo fantasiosa, encaixa-se perfeitamente com o facto de que este tra\u00e7ado rigoroso \u00e9 literalmente \u00abfrustrado\u00bb, no caso do burro dom\u00e9stico<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1784\" height=\"931\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4963\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie.jpg 1784w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie-300x157.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie-1024x534.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie-768x401.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie-1536x802.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-profil-linie-600x313.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1784px) 100vw, 1784px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os garanh\u00f5es deste grupo de solteiros sonham em possuir o seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio e assim impressionar as \u00e9guas. Antes que isso aconte\u00e7a, precisam de treinar diligentemente, pois nada lhes ser\u00e1 concedido sem luta. No dorso dos dois jovens machos, que mostram a parte traseira ao observador, a listra dorsal escura \u00e9 particularmente bem vis\u00edvel.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O acentuado comportamento territorial dos asnos-selvagens machos, que defendem alguns hectares de estepe \u00e1rida com tanta agressividade contra qualquer intruso como se guardassem um tesouro precioso, \u00e9 abordado na seguinte compara\u00e7\u00e3o sobre Ismael: \u00abE ele ser\u00e1 homem bravo; e a sua m\u00e3o ser\u00e1 contra todos, e a m\u00e3o de todos, contra ele; e habitar\u00e1 diante da face de todos os seus irm\u00e3os.\u00bb (Gn 16:12). Embora a segunda parte do vers\u00edculo seja aqui traduzida de forma algo coloquial, caracteriza Ismael e os seus descendentes. Como bedu\u00ednos que viviam principalmente da pilhagem, estes habitantes do deserto constitu\u00edam uma verdadeira amea\u00e7a constante para as rotas comerciais e para os espa\u00e7os culturais adjacentes (cf. Sl 83:3-5). Tal como um asno-selvagem ataca qualquer um que entre no seu territ\u00f3rio, eles estavam \u00e0 espreita de viajantes e caravanas que se aventuravam no deserto. Por estarem bem-adaptados ao ambiente hostil e familiarizados com o terreno, podiam retirar-se rapidamente para locais de dif\u00edcil acesso, ap\u00f3s um ataque.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1583\" height=\"704\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4964\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig.jpg 1583w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig-300x133.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig-1024x455.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig-768x342.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig-1536x683.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ung-esel-lig-600x267.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1583px) 100vw, 1583px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Praticamente, todos os encontros entre garanh\u00f5es adultos terminam numa luta feroz. Os asnos-selvagens que ainda vagueiam sem territ\u00f3rio pr\u00f3prio, n\u00e3o t\u00eam outra alternativa sen\u00e3o testar constantemente um dos \u00abpropriet\u00e1rios\u00bb j\u00e1 estabelecidos, para ver se est\u00e1 a enfraquecer e a tornar-se vulner\u00e1vel. Mas, na maioria das vezes, acabam apenas com o nariz a sangrar. Esta competi\u00e7\u00e3o vital\u00edcia funciona como um programa de cria\u00e7\u00e3o eficaz, desenvolvendo a prontid\u00e3o para o combate e a agressividade.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A equipara\u00e7\u00e3o dos \u00e1rabes com os descendentes de Ismael \u00e9 muito comum, mas extremamente simplista. O in\u00edcio desta hist\u00f3ria familiar, com doze filhos, dos quais se desenvolvem doze tribos (Gn 25:16), \u00e9 de facto semelhante \u00e0 hist\u00f3ria do povo de Israel \u2013 mas, ao contr\u00e1rio da fam\u00edlia de Jacob, da qual surge um povo de doze tribos (grego: <em>dodekaphylon<\/em>, At 26:7), os ismaelitas dispersaram-se em grupos multi\u00e9tnicos, na sua maioria, inimigos entre si. O termo \u00ab\u00e1rabe\u00bb significa precisamente isso: \u00abpovos mistos\u00bb (cf. 1Rs 10:15). No \u00abLivro dos Jubileus\u00bb, um texto judaico do s\u00e9culo II a.C., afirma: \u00abIsmael e os seus filhos, bem como os filhos de Quetura e os seus filhos, viajaram juntos e habitaram desde Par\u00e3 at\u00e9 \u00e0 entrada da Babil\u00f3nia, por toda a terra a leste, em dire\u00e7\u00e3o ao deserto. E misturaram-se entre si e foram chamados de \u00e1rabes e ismaelitas.\u00bb Outras fontes hist\u00f3ricas documentam igualmente que houve uma maior miscigena\u00e7\u00e3o com os povos vizinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o seja t\u00e3o f\u00e1cil comprovar liga\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas diretas entre as popula\u00e7\u00f5es posteriores e as tribos antigas, a hostilidade destes povos em rela\u00e7\u00e3o a Israel estende-se desde os tempos b\u00edblicos at\u00e9 ao presente. Esta inimizade antiga tem um significado espiritual: \u00abPorque est\u00e1 escrito que Abra\u00e3o teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa, o que se entende por alegoria; porque estes s\u00e3o os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servid\u00e3o, que \u00e9 Agar. Ora, esta Agar \u00e9 Sinai, um monte da Ar\u00e1bia, que corresponde \u00e0 Jerusal\u00e9m que agora existe, pois \u00e9 escrava com seus filhos. Mas a Jerusal\u00e9m que \u00e9 de cima \u00e9 livre, a qual \u00e9 m\u00e3e de todos n\u00f3s; porque est\u00e1 escrito: Alegra-te, est\u00e9ril, que n\u00e3o d\u00e1s \u00e0 luz, esfor\u00e7a-te e clama, tu que n\u00e3o est\u00e1s de parto; porque os filhos da solit\u00e1ria s\u00e3o mais do que os da que tem marido. Mas n\u00f3s, irm\u00e3os, somos filhos da promessa, como Isaque. Mas, como, ent\u00e3o, aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Esp\u00edrito, assim \u00e9 tamb\u00e9m, agora.\u00bb (Gl 4:22-29).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta passagem, a realidade hist\u00f3rica adquire um sentido mais profundo, como uma \u00abalegoria\u00bb (grego: <em>allegoroumena<\/em>, v. 24). De facto, dificilmente existe um exemplo melhor de \u00abalegoria\u00bb b\u00edblica. Por um lado, a \u00abnatureza de asno-selvagem\u00bb corresponde aos conceitos de: \u00abLei, escravid\u00e3o, filho da escrava (Ismael), segundo a pr\u00f3pria vontade (carne, cf. Rm 9:7.8), Hagar, Ar\u00e1bia, Sinai, Jerusal\u00e9m terrena, antiga alian\u00e7a, juda\u00edsmo, perseguidores\u00bb; enquanto que, por outro lado, se encontram: \u00abgra\u00e7a, liberdade, filho da livre (Isaque), segundo a promessa de Deus (Esp\u00edrito), Sara, Jerusal\u00e9m celestial, nova alian\u00e7a, Igreja, perseguidos\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 muito recentemente \u00e9 que se descobriu que n\u00e3o s\u00e3o os garanh\u00f5es dos asnos-selvagens-africanos, nem os da \u00c1sia Central, que apresentam um comportamento territorial, mas apenas os da subesp\u00e9cie dos \u00f3nagros do Pr\u00f3ximo Oriente, que tamb\u00e9m eram aut\u00f3ctones de Israel. Para eles, a posse de um territ\u00f3rio pr\u00f3prio \u00e9 um pr\u00e9-requisito para o acasalamento. Os garanh\u00f5es dominantes das outras esp\u00e9cies t\u00eam primeiro de perseguir as \u00e9guas do seu har\u00e9m, e subjug\u00e1-las em lutas violentas, antes de poderem acasalar com elas. Os garanh\u00f5es \u00f3nagros, pelo contr\u00e1rio, vivem como solit\u00e1rios e normalmente n\u00e3o abandonam o seu territ\u00f3rio, que pode atingir at\u00e9 25 quil\u00f3metros quadrados. Por isso, s\u00e3o as \u00e9guas em per\u00edodo de estro que vagueiam, atraindo-os com relinchos roucos e deixando-se acasalar de boa vontade. Os garanh\u00f5es mais fracos de todas as esp\u00e9cies vagueiam em grupos de solteiros e aguardam uma oportunidade para assumir um har\u00e9m de \u00e9guas ou conquistar um territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pferd-erwarmung.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"814\" height=\"684\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pferd-erwarmung.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4965\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pferd-erwarmung.jpg 814w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pferd-erwarmung-300x252.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pferd-erwarmung-768x645.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pferd-erwarmung-600x504.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 814px) 100vw, 814px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os garanh\u00f5es do grupo kulan turcomano asi\u00e1tico e os asnos-da-som\u00e1lia precisam primeiro de submeter as \u00e9guas num combate prolongado e exigente antes de poderem acasalar com elas. Os machos fracos e doentes n\u00e3o o conseguem fazer e, por isso, n\u00e3o se podem reproduzir. Em contrapartida, no Pr\u00f3ximo Oriente, as \u00e9guas correm atr\u00e1s dos garanh\u00f5es selvagens oferecem-se voluntariamente. No entanto, aqui tamb\u00e9m ocorre sele\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. O processo de escolha \u00e9 ainda mais rigoroso, pois as \u00e9guas procuram apenas os garanh\u00f5es que possuam o seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio e que sejam capazes de defend\u00ea-lo contra concorrentes \u2013 algo que s\u00f3 os machos mais fortes conseguem fazert.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O comportamento reprodutivo destes animais t\u00edmidos \u00e9 dif\u00edcil de observar, mas j\u00e1 \u00e9 descrito na B\u00edblia. Semelhantemente \u00e0 compara\u00e7\u00e3o com a jovem camela, o profeta Jeremias equipara o comportamento das \u00e9guas \u00f3nagras \u00e0 idolatria de Israel: \u00ab\u00c9 como uma jumenta selvagem do deserto, quando est\u00e1 no cio: quem a pode impedir de satisfazer o seu desejo? O macho que a quer n\u00e3o precisa procur\u00e1-la: ela sempre pode ser encontrada na \u00e9poca do cruzamento. Povo de Israel, cuidado para que os seus p\u00e9s n\u00e3o se machuquem de tanto voc\u00ea andar atr\u00e1s de outros deuses; cuidado para que a sua garganta n\u00e3o fique seca. Mas voc\u00ea diz: \u2018N\u00e3o! N\u00e3o adianta! Eu me apaixonei por deuses estrangeiros e vou atr\u00e1s deles.\u2019\u00bb (Jr 2:24.25, NTLH). Esta \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o pertinente e, ao mesmo tempo, s\u00f3bria, para todos aqueles que procuram a sua felicidade em desejos pecaminosos em vez de em Deus (cf. 1Jo 2:17).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Geiger, G: <em>Die Araber \u2013 Nachkommen von Ismael, dem Sohn Abrahams?<\/em> Im Land des Herrn 2015; 69(4):152-156; <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/19539236\/Die_Araber_Nachkommen_von_Ismael_dem_Sohn_Abrahams\">https:\/\/www.academia.edu\/19539236\/Die_Araber_Nachkommen_von_Ismael_dem_Sohn_Abrahams<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Geiger, G: <em>Ismael. Diachroner Versuch einer Lokalisierung<\/em> (aus: \u201e\u00c4gypten und Altes Testament, vol. 80, pp. 59-74). M\u00fcnster (Ugarit) 2014<\/p>\n\n\n\n<p>Israelnetz: <em>Asiatische Wildesel wieder in Israel ans\u00e4ssig<\/em>. 13.04.2022; <a href=\"https:\/\/www.israelnetz.com\/asiatische-wildesel-wieder-in-israel-ansaessig\">https:\/\/www.israelnetz.com\/asiatische-wildesel-wieder-in-israel-ansaessig<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Junker, R; Scherer, S: <em>Evolution. Ein kritisches Lehrbuch<\/em> (p. 40, fig. 3.18, matriz de cruzamentos dos equ\u00eddeos). Gie\u00dfen (Weyel) 2013; <a href=\"http:\/\/www.evolutionslehrbuch.info\/bilder\/03\/ekl-03-18.php\">http:\/\/www.evolutionslehrbuch.info\/bilder\/03\/ekl-03-18.php<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Kaczensky, P; Walzer, C: <em>Der Asiatische Wildesel \u2013 bedrohter \u00dcberlebensk\u00fcnstler in der W\u00fcste Gobi<\/em>. Zeitschrift des K\u00f6lner Zoos 2008; 51(3):147-163<\/p>\n\n\n\n<p>Klingel, H: <em>Observations on social organization and behaviour of African and Asiatic Wild Asses (Equus africanus and Equus hemionus)<\/em>. Applied Animal Behaviour Science 1998; 60(2-3):103-113; doi: 10.1016\/S0168-1591(98)00160-9<\/p>\n\n\n\n<p>Rie\u00dfler, P: <em>Jubil\u00e4enbuch oder Kleine Genesis<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o alem\u00e3, p. 592; 20,12-13). Augsburg (Dr. B. Filser) 1928; <a href=\"https:\/\/de.wikisource.org\/wiki\/Jubi\u00e4enbuch_oder_Kleine_Genesis#20\">https:\/\/de.wikisource.org\/wiki\/Jubi\u00e4enbuch_oder_Kleine_Genesis#20<\/a>._chapter:_Abrahams_Verm\u00e4chtnis<\/p>\n\n\n\n<p>von Aufschnaiter, M: <em>Der Buzzcut: Ein extrem kurzer, praktischer Haarschnitt f\u00fcr M\u00e4nner und Frauen<\/em>. consultado em 17.04.2023; <a href=\"https:\/\/www.perfekt-schminken.de\/buzzcut-frisur\">https:\/\/www.perfekt-schminken.de\/buzzcut-frisur<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong><strong>Cr\u00e9ditos de Imagem<\/strong><\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Wikipedia: Grupo de asnos-selvagens asi\u00e1ticos \/ Bindu Gopal Rao \/\/ Asno-selvagem asi\u00e1tico \u2013 retrato \/\/ S. Ballal, Ahmedabad, \u00cdndia \/\/ Grupo de jovens garanh\u00f5es de asnos-selvagens asi\u00e1ticos \/ Michael Oppermann<\/p>\n\n\n\n<p>outras licen\u00e7as: Capa \u2013 Asno-selvagem asi\u00e1tico em corrida \/ Shutterstock ID_2245887823 \/ Bhavya Joshi \/\/ Asno-selvagem africano em Israel \/ Shutterstock ID_1094971025 \/ Sergei25 \/\/ Asnos-selvagens asi\u00e1ticos \u2013 crina erecta \/ Shutterstock ID_2136452233 \/ Sergei25 \/\/ Capacete romano com crista \/ Shutterstock ID_2207838393 \/ Keni \/\/ Asnos-selvagens asi\u00e1ticos \u2013 combate territorial \/ Shutterstock ID_2332154305 \/ Shivaram Subramaniam \/\/ Asnos-selvagens asi\u00e1ticos \u2013 combate de acasalamento \/ Shutterstock ID_2355664393 \/ Devendra Rathod \/\/ Matriz de cruzamentos dos equ\u00eddeos \/ ekl-03-18-g.jpg \/ SG Wort &#038; Wissen<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Antiguidade, a \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o do asno-selvagem (ou jumento-selvagem) coincidia aproximadamente com a do camelo-bactriano, estendendo-se desde o Pr\u00f3ximo Oriente at\u00e9 \u00e0 \u00c1sia Central.<br \/>[\u2026]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4458,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"remove_blocks_before_content":false,"remove_blocks_after_content":false,"disable_reading_progress_bar":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-4457","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-animals-of-the-field"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4457"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4457\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5370,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4457\/revisions\/5370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}