{"id":4461,"date":"2025-03-14T22:55:24","date_gmt":"2025-03-14T22:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/parquediscovery.pt\/de\/?p=4461"},"modified":"2026-04-30T13:20:23","modified_gmt":"2026-04-30T12:20:23","slug":"donkey","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/donkey","title":{"rendered":"os burros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os burros s\u00e3o um dos animais de trabalho mais importantes desde que h\u00e1 mem\u00f3ria. Embora sejam frequentemente menosprezados como \u00abcavalos do homem pobre\u00bb, revelam-se, sobretudo no contexto hist\u00f3rico da B\u00edblia, muitas vezes a melhor escolha e chegaram mesmo a espalhar-se por todo o mundo antes do in\u00edcio da era das m\u00e1quinas. Ainda que a sua for\u00e7a de trabalho seja pouco requisitada nos pa\u00edses industrializados, continuam a ser apreciados como animais de estima\u00e7\u00e3o adapt\u00e1veis e amig\u00e1veis, pelo que hoje ainda existem cerca de 45 milh\u00f5es de burros em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1330\" height=\"576\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4985\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02.jpg 1330w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02-300x130.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02-1024x443.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02-768x333.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-02-600x260.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1330px) 100vw, 1330px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Como foi referido no cap\u00edtulo anterior, existem v\u00e1rias teorias sobre as rela\u00e7\u00f5es de parentesco no grupo dos equ\u00eddeos (<em>Equidae<\/em>). O burro dom\u00e9stico atual (<em>Equus asinus asinus<\/em>) \u00e9, geneticamente, o mais pr\u00f3ximo do jumento selvagem (<em>Equus asinus<\/em>). No entanto, h\u00e1 ind\u00edcios arqueol\u00f3gicos de que o hem\u00edono (<em>Equus hemionus<\/em>) tamb\u00e9m se cruzou com as esp\u00e9cies da Mesopot\u00e2mia. At\u00e9 hoje, as tr\u00eas esp\u00e9cies podem cruzar-se entre si, assim como com cavalos e zebras.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a sele\u00e7\u00e3o humana e a reprodu\u00e7\u00e3o seletiva na maioria das esp\u00e9cies de animais dom\u00e9sticos tenham levado a uma diversidade de formas quase inimagin\u00e1vel, existem apenas algumas ra\u00e7as de burros que, al\u00e9m disso, s\u00e3o muito semelhantes entre si. Uma abund\u00e2ncia de representa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas comprova que os burros j\u00e1 tinham a apar\u00eancia que conhecemos hoje nos tempos b\u00edblicos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1809\" height=\"936\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4990\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04.jpg 1809w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04-300x155.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04-768x397.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04-1536x795.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-04-600x310.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1809px) 100vw, 1809px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>A palavra hebraica <em>chamor<\/em> (94x) designa o burro em geral e o macho reprodutor em particular. Faz parte das combina\u00e7\u00f5es \u00abqueixada de um jumento\u00bb (Jz 15:15.16) e \u00abcabe\u00e7a de burro\u00bb (2Rs 6:25). A palavra surge tamb\u00e9m como nome pr\u00f3prio \u00abHamor\u00bb (12x) e ainda na sua forma grega <em>Emmor <\/em>(At 7:16). A raiz da palavra pode ser reconhecida igualmente no nome persa \u00abHarbona\u00bb (Est 1:10; 7:9) que significa \u00abcondutor de burros\u00bb. A palavra grega <em>onos<\/em> (6x) refere-se aos burros em geral, sem especificar o sexo. A burra, ou \u00e9gua-burra, \u00e9 designada pela palavra hebraica <em>aton<\/em> (28x). Em geral, os animais f\u00eameas eram muito mais f\u00e1ceis de lidar e, por isso, eram preferidos. Como n\u00e3o era pr\u00e1tica comum em Israel castrar os machos, o burro macho era demasiado selvagem e agressivo para ser considerado adequado como animal de monta ou de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em hebraico, a palavra <em>ajir <\/em>(7x) refere-se aos animais jovens, que tamb\u00e9m pode designar os potros (comummente: poldros) de asnos-selvagens e de cavalos e, por isso, acresce-se frequentemente um sufixo (\u00abpotro do burro\u00bb). Em grego, um potro \u00e9 geralmente chamado de <em>polos<\/em> (11x) e \u00e9 apenas uma vez especificado como \u00abo filho de uma jumenta\u00bb (Jo 12:15), embora seja esse o termo de qualquer forma. Al\u00e9m disso, aparece a forma diminutiva <em>onarion<\/em> (Jo 12:14) \u2013 \u00abburro jovem, burrinho\u00bb. Apalavra grega <em>hypozygion<\/em> (Mt 21:5; 2Pe 2:16) designa um \u00abanimal de carga\u00bb em geral, mas, em ambos casos, \u00e9 usada para um burro ou para um potro de burro: <em>huion hypozygiou<\/em> (Mt 21:5), o \u00abum jumentinho, filho de animal de carga\u00bb. Quando Lucas usa a palavra <em>ktenos<\/em> (Lc 10:34; At 23:24), um termo coletivo para o \u00abgado de maior porte\u00bb, fica em aberto se se estava a referir a burros, cavalos ou mulas. A verdade \u00e9 que havia prefer\u00eancia na utiliza\u00e7\u00e3o de burros para girar moinhos de gr\u00e3o, o que pode ser reconhecido na express\u00e3o <em>mylos onikos<\/em> (Mt 18:6; Mc 9:42), que se referia a uma grande m\u00f3 de moinho, literalmente: \u00abm\u00f3 de burro\u00bb (em contraste com a pequena m\u00f3 manual, 2Sm 11:21).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"937\" height=\"939\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4971\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key.jpg 937w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key-300x300.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key-150x150.jpg 150w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key-768x770.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key-600x601.jpg 600w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-lone-key-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 937px) 100vw, 937px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A \u00abEstrella\u00bb vivia no Parque Discovery quase como os seus primos selvagens na estepe. Ela encontrava o seu pr\u00f3prio alimento e \u00e1gua e n\u00e3o fazia exig\u00eancias, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do tratamento desparasitante, que recebia uma vez por ano. Ainda assim, gostava da companhia humana, vinha a correr quando era chamada e deixava-se selar e montar de bom grado. Esta combina\u00e7\u00e3o t\u00edpica de autonomia, toler\u00e2ncia e submiss\u00e3o dos burros era muito cativante para o autor.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao ver um burro, imp\u00f5e-se a pergunta: por que raz\u00e3o algu\u00e9m escolheria este animal, em m\u00e9dia claramente mais pequeno, mais lento e um pouco mais ap\u00e1tico, quando existem excelentes ra\u00e7as de cavalos criadas para uma grande variedade de fins? Contudo, os burros possuem caracter\u00edsticas especiais que explicam o seu sucesso. Em primeiro lugar, est\u00e1 a sua frugalidade. Os burros aproveitam uma gama mais ampla de plantas forrageiras, convertem mais de 30% de nutrientes em alimento, necessitam apenas de cerca de 60% da quantidade e conseguem passar mais tempo sem comida e \u00e1gua em compara\u00e7\u00e3o com os cavalos. Isto torna a sua manuten\u00e7\u00e3o muito mais econ\u00f3mica e \u00e9 uma grande vantagem, sobretudo em regi\u00f5es secas com vegeta\u00e7\u00e3o escassa. Al\u00e9m disso, s\u00e3o mais longevos e menos propensos a doen\u00e7as. Outro ponto muito favor\u00e1vel \u00e9 a sua seguran\u00e7a ao caminhar. N\u00e3o t\u00eam medo das alturas e conseguem percorrer caminhos montanhosos e acidentados, que s\u00e3o intransit\u00e1veis para os cavalos. Al\u00e9m disso, o desgaste dos seus cascos \u00e9 muito menor, o que era de grande import\u00e2ncia antes do uso de ferraduras, como o revela a pergunta ret\u00f3rica: \u00abPoder\u00e3o correr cavalos na rocha?\u00bb (Am 6:12). As suas orelhas salientes, que podem atingir at\u00e9 25 cm de comprimento e rodar e inclinar individualmente para escutar numa dire\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, s\u00e3o surpreendentemente eficazes. Em desertos e estepes, onde poucos obst\u00e1culos inviabilizam o som, quase n\u00e3o h\u00e1 ru\u00eddo de fundo e o ar \u00e9 limpo e calmo, diz-se que os burros conseguem ouvir o seu alto \u00abI-Ah\u00bb, a dist\u00e2ncias de at\u00e9 60 quil\u00f3metros (!).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1508\" height=\"870\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4972\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig.jpg 1508w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig-300x173.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig-1024x591.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig-768x443.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gelande-gangig-600x346.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1508px) 100vw, 1508px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00abHop, hop, hop, vamos l\u00e1, cavalinho, galopa! Por cima de troncos e pedras \u2013 mas n\u00e3o partas as pernas\u2026\u00bb N\u00e3o \u00e9 preciso dar este aviso aos burros, pois eles est\u00e3o no seu elemento quando se trata de trotar \u00abpor cima de troncos e pedras\u00bb. A facilidade para escalar e a seguran\u00e7a ao caminhar s\u00e3o os seus grandes trunfos em terrenos montanhosos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma diferen\u00e7a not\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos cavalos reside no seu comportamento sob stress e amea\u00e7a. Enquanto que os cavalos procuram instintivamente ref\u00fagio na fuga, correndo muitas vezes de forma descontrolada, o burro simplesmente fica parado e pondera cuidadosamente as suas op\u00e7\u00f5es. Ele reage de modo semelhante tamb\u00e9m quando est\u00e1 sobrecarregado, por exemplo, quando lhe carregam demasiado peso ou quando um caminho lhe parece inseguro. Esta particularidade valeu-lhe a fama de teimoso \u2013 e impediu-o de ser usado como animal de monta em combate ou como animal de tra\u00e7\u00e3o para os carros de guerra. \u00c9 completamente inadequado para o uso militar direto. Quando de repente para e fica im\u00f3vel, pode levar o seu cavaleiro ou condutor ao desespero. Isto tamb\u00e9m explica o comportamento da burra de Bala\u00e3o quando percebe um perigo mortal que o seu dono n\u00e3o reconhece (Nm 22:22-35).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1507\" height=\"777\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4973\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah.jpg 1507w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah-300x155.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah-1024x528.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah-768x396.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-i-aaaaaah-600x309.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1507px) 100vw, 1507px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O facto de o burro preferir lutar em vez de fugir, acaba por lhe ser fatal quando se v\u00ea perante um advers\u00e1rio mais poderoso que ele. Este mosaico de ch\u00e3o, datado de 150 d.C., foi encontrado numa <em>villa<\/em> romana na antiga Hadrumetum (atual Tun\u00edsia) e retrata um burro a servir de refei\u00e7\u00e3o a um le\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando um burro \u00e9 surpreendido em terreno aberto por um predador, a sua firmeza salva-lhe muitas vezes a vida. A maioria dos predadores est\u00e1 habituada a perseguir uma manada, a isolar os animais mais lentos e enfraquecidos e a abat\u00ea-los quando j\u00e1 se encontram esgotados da persegui\u00e7\u00e3o. Um burro saud\u00e1vel e alerta defende-se com coices fortes e certeiros e luta ferozmente pela sua vida. Mesmo os le\u00f5es que ca\u00e7am sozinhos preferem procurar presas mais f\u00e1ceis. \u00c9 at\u00e9 poss\u00edvel que um le\u00e3o jovem e inexperiente consiga eventualmente derrubar um burro com as suas \u00abarmas\u00bb claramente superiores, mas arrisca muito. Se o burro acertar em cheio, pode partir-lhe a mand\u00edbula ou algumas costelas \u2013 e um le\u00e3o ferido entra rapidamente em decl\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda hoje, a capacidade de defesa do burro \u00e9 aproveitada \u2013 juntando-o a ovelhas ou cabras como animal de prote\u00e7\u00e3o do rebanho. Com uma avers\u00e3o inata, ele ataca agressivamente coiotes e lobos assim que os fareja ou avista. Assim, ele protege o rebanho de forma fi\u00e1vel, seguindo a mesma l\u00f3gica: uma alcateia de lobos comum \u00e9, sem d\u00favida, capaz de matar um \u00fanico burro \u2013 mas eles s\u00e3o ca\u00e7adores experientes que sabem avaliar corretamente os riscos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1107\" height=\"786\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4986\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01.jpg 1107w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01-300x213.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01-1024x727.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01-768x545.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-extra-01-600x426.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1107px) 100vw, 1107px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Antiguidade, os burros eram os respons\u00e1veis pela maior parte do transporte terrestre de mercadorias. Embora fosse invulgar montar burros no Egito, onde o terreno \u00e9 predominantemente plano e eles eram apenas utilizados como animais de carga, os habitantes das regi\u00f5es montanhosas do Pr\u00f3ximo Oriente apreciavam a sua \u201cboleia\u201d confi\u00e1vel nestas condi\u00e7\u00f5es. Os burros t\u00eam um passo tranquilo e percorrem, em m\u00e9dia, cerca de 40 quil\u00f3metros por dia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1684\" height=\"827\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4974\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig.jpg 1684w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig-300x147.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig-1024x503.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig-768x377.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig-1536x754.jpg 1536w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-salz-haltig-600x295.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1684px) 100vw, 1684px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A pequena caravana de burros \u00e0 margem do Saara oferece uma vista harmoniosa. Contudo, os animais realizam um trabalho pesado, pois transportam individualmente quatro placas de sal, cada uma com um peso entre 30 a 40 quilos. Em regi\u00f5es onde h\u00e1 poucas vias de transporte desenvolvidas e o abastecimento de combust\u00edvel, \u00f3leo, pe\u00e7as sobresselentes etc. s\u00f3 se encontram a grande dist\u00e2ncia, os burros de carga conseguem competir ainda hoje com os meios de transporte motorizados mais caros.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No que diz respeito \u00e0 capacidade de carga, a legisla\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de prote\u00e7\u00e3o dos animais estabelece que os burros (saud\u00e1veis, com peso normal e treinados) s\u00f3 podem ser carregados com um m\u00e1ximo de 25% do seu peso corporal. Esta medida \u00e9 certamente bem-intencionada e \u00e9 aceite, dado que hoje j\u00e1 n\u00e3o existe a necessidade de usar burros como animais de monta ou de carga na Alemanha. A maioria das ra\u00e7as pesa menos de 200 quilos na fase adulta, o que limitaria a carga \u00fatil poss\u00edvel a menos de 50 quilos. A B\u00edblia tamb\u00e9m cont\u00e9m prescri\u00e7\u00f5es para a prote\u00e7\u00e3o dos burros. Se algu\u00e9m soubesse de um burro que se tivesse perdido, deveria devolv\u00ea-lo (Ex 23:4) e, se ele estivesse sobrecarregado e ca\u00edsse devido ao peso da carga, deveria ajudar o dono a libert\u00e1-lo \u2013 mesmo que se tratasse do seu pior inimigo (Ex 23:5). Aos s\u00e1bados e nas festividades religiosas (em que o povo n\u00e3o trabalhava), os animais tamb\u00e9m deveriam poder descansar (Ex 23:12; Dt 5:14).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1510\" height=\"921\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4975\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick.jpg 1510w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick-300x183.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick-1024x625.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick-768x468.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-strafwur-dick-600x366.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1510px) 100vw, 1510px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os burros s\u00e3o muito resistentes. Infelizmente, a sua utiliza\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria do turismo \u00e9 excessiva em alguns pa\u00edses. Na Gr\u00e9cia, por exemplo, as pessoas que pesam mais de 100 quilos est\u00e3o proibidas de montar burros h\u00e1 alguns anos. Esta imagem foi tirada em Petra, na Jord\u00e2nia, onde atualmente n\u00e3o existem tais restri\u00e7\u00f5es.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Contudo, no que diz respeito \u00e0 carga suport\u00e1vel por um burro, a B\u00edblia \u00e9 um pouco mais realista. Mois\u00e9s fez com que a sua mulher Z\u00edpora e os seus dois filhos montassem num burro e, provavelmente, este levou em acr\u00e9scimo \u00e1gua e provis\u00f5es (Ex 4:20). Ziba, o servo de Mefibosete, transportou \u00abduzentos p\u00e3es, com cem cachos de passas, e cem de frutas de ver\u00e3o, e um odre de vinho\u00bb em dois burros (2Sm 16:1) \u2013 isto demonstra que um burro pode levar uma carga consideravelmente mais pesada. Estudos cient\u00edficos revelam que ele pode suportar facilmente 50% do seu peso em carga, e, na realidade, \u00e9 prov\u00e1vel que consiga suportar ainda mais, sobretudo no in\u00edcio de uma viagem. Isto torna-se claro ao considerar que a unidade de medida grega kor (de <em>koros<\/em> = saco, fardo, pacote; Lc 16:7) e a unidade hebraica homer (de <em>chamor <\/em>= burro; por exemplo, Ez 45:11, 45:13.14) designam um volume de 220 ou 390 litros e s\u00e3o definidas como \u00abcarga de burro\u00bb. Tal quantidade de cereal pesaria entre 120 quilos (=220 litros de aveia) e 340 quilos (=390 litros de trigo) \u2013 portanto, esperava-se que estes animais cinzentos robustos carregassem muito mais no passado. A sua elevada resist\u00eancia harmoniza bem com o burro, como s\u00edmbolo de humildade e perseveran\u00e7a. A palavra grega para isto \u00e9 <em>hypomeno<\/em>, que significa algo como \u00abficar debaixo (da carga)\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1341\" height=\"822\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4976\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft.jpg 1341w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft-300x184.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft-1024x628.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft-768x471.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-pflug-gesellschaft-600x368.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1341px) 100vw, 1341px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00abCom boi e com jumento juntamente n\u00e3o lavrar\u00e1s\u00bb (Dt 22:10). O que era proibido aos judeus na Lei n\u00e3o se aplicava aos mu\u00e7ulmanos. Ao contr\u00e1rio da B\u00edblia, o Cor\u00e3o n\u00e3o cont\u00e9m prescri\u00e7\u00f5es concretas para a prote\u00e7\u00e3o dos animais. Na descri\u00e7\u00e3o de uma viagem do ano 1884, l\u00ea-se: \u00abOs palestinianos de hoje n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o humanos. \u00c9 comum ver um camelo atrelado a um burro ou a uma vaca a puxar um arado, e \u00e9 lastimoso\u2026 Sim, eu mesmo cheguei a ver algu\u00e9m a atrelar o seu burro e a sua mulher ao arado, o que naturalmente causou uma impress\u00e3o dolorosa e \u00e9 bastante caracter\u00edstico da posi\u00e7\u00e3o da mulher no Oriente.\u00bb Estas fotografias da \u00e9poca do Mandato Brit\u00e2nico corroboram o relato.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de prote\u00e7\u00e3o dos animais estabelece igualmente que os burros n\u00e3o podem ser criados isoladamente. Tamb\u00e9m isto, ao que parece, era bem diferente na Antiguidade. Embora houvesse pessoas ricas que possu\u00edam rebanhos inteiros de burros, como Job, com 1.000 burras (J\u00f3 42:12), nem todas as pessoas tinham o seu pr\u00f3prio burro. A lista dos que regressaram do ex\u00edlio, d\u00e1-nos um pequeno vislumbre dessa realidade. Essas pessoas tinham alcan\u00e7ado um certo n\u00edvel de prosperidade sob o dom\u00ednio babil\u00f3nico e medo-persa. Um animal de carga era certamente de grande utilidade para a longa viagem em dire\u00e7\u00e3o ao oeste; ainda assim, o grupo de quase 50.000 pessoas foi acompanhado por apenas 6.720 burros (Ed 2:64-67; Ne 7:66-68).<\/p>\n\n\n\n<p>A carne de burro \u00e9 saborosa e de boa qualidade. Apresenta um baixo teor de gordura e colesterol e tem uma propor\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de diferentes \u00e1cidos gordos. No entanto, o seu consumo estava interdito aos israelitas, porque o burro era considerado um animal impuro. Somente durante uma grave fome \u00e9 que uma cabe\u00e7a de burro foi comercializada como alimento (2Rs 6:25). Na culin\u00e1ria grega e romana, a carne de burro fazia parte de v\u00e1rios pratos \u2013 e at\u00e9 hoje existem algumas receitas de salames nobres em que constitui o ingrediente principal (embora, atualmente, tenha sido substitu\u00edda por carne de bovino e de su\u00edno na maior parte dos casos).<\/p>\n\n\n\n<p>Como os cad\u00e1veres n\u00e3o eram aproveitados em Israel, mas sim atirados para fora da muralha da cidade como lixo, eram os animais necr\u00f3fagos que se encarregavam deles. Se um burro morresse durante uma viagem, este era simplesmente deixado \u00e0 beira do caminho. Provavelmente, Sans\u00e3o passou por restos mortais deste tipo quando apanhou uma queixada (isto \u00e9, metade da mand\u00edbula inferior) e com ela matou um \u00abmont\u00e3o\u00bb de filisteus. Exprimindo a sua alegria pela vit\u00f3ria, recorreu a um pequeno jogo de palavras, o que era apropriado ao caso, porque as palavras \u00abmont\u00e3o\u00bb e \u00abburro\u00bb soam de forma semelhante: <em>Schimschon bilchi ha-chamor \u2013 ha-chamor ha-moratajim!<\/em> \u2013 Sans\u00e3o amontoou um mont\u00e3o (dos seus inimigos) com a queixada de um burro (Jz 15:14-16).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1220\" height=\"827\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4977\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten.jpg 1220w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten-300x203.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten-1024x694.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten-768x521.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-ausge-ritten-600x407.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1220px) 100vw, 1220px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em alguns pa\u00edses, como aqui em Marrocos, os burros que j\u00e1 n\u00e3o servem para trabalhar s\u00e3o deixados \u00e0 beira da estrada (a n\u00e3o ser que o animal morra nas proximidades de uma povoa\u00e7\u00e3o). O osso \u00e0 esquerda \u00e9 uma \u00abqueixada de burro\u00bb. Sans\u00e3o brandiu-a como arma e com ela matou 1.000 filisteus (Jz 15:15).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O cad\u00e1ver abandonado na vala \u00e0 beira da estrada \u00e9 novamente mencionado num contexto triste: como castigo pelo seu desprezo pela palavra de Deus, \u00e9 anunciado ao rei Jeoaquim que ele ser\u00e1 sepultado numa \u00absepultura de jumento\u00bb (Jr 22:19) \u2013 ou seja, n\u00e3o ser\u00e1 sepultado. Em vez disso, ele seria \u00abarrastado e lan\u00e7ado fora, para longe das portas de Jerusal\u00e9m\u00bb \u2013 \u00abe ser\u00e1 lan\u00e7ado o seu cad\u00e1ver ao calor de dia e \u00e0 geada de noite\u00bb (Jr 36:30).<\/p>\n\n\n\n<p>O burro \u00e9 um animal de trabalho que, embora seja impuro por natureza (Lv 11:1-8), pode submeter-se de boa vontade ao servi\u00e7o e \u00e9 muito apreciado. Por estas caracter\u00edsticas, torna-se num s\u00edmbolo do ser humano que necessita de reden\u00e7\u00e3o. Esta passagem ilustra isto de forma impressionante: \u00abapartar\u00e1s para o SENHOR tudo o que abrir a madre e tudo o que abrir a madre do fruto dos animais que tiveres; os machos ser\u00e3o do SENHOR. Por\u00e9m tudo o que abrir a madre da jumenta resgatar\u00e1s com cordeiro; e, se o n\u00e3o resgatares, cortar-lhe-\u00e1s a cabe\u00e7a; mas todo primog\u00eanito do homem entre teus filhos resgatar\u00e1s.\u00bb (Ex 13:12.13). Nestes tr\u00eas vers\u00edculos h\u00e1 muita informa\u00e7\u00e3o: Deus reivindica para Si todos os primog\u00e9nitos do sexo masculino, tanto de pessoas como de animais. No caso dos animais puros, o primog\u00e9nito deveria ser sacrificado (cf. Nm 18:17). Os animais impuros e as pessoas n\u00e3o podiam ser oferecidos em sacrif\u00edcio, mas deviam ser resgatados (cf. Nm 18:15.16). Se um burro n\u00e3o pudesse ser resgatado por um cordeiro, o seu pesco\u00e7o deveria ser quebrado (cf. Ex 34:20). Esta prescri\u00e7\u00e3o tinha um objetivo did\u00e1tico: atrav\u00e9s dela, podia-se explicar \u00e0s crian\u00e7as o que significava reden\u00e7\u00e3o. Se quisessem saber porque \u00e9 que o cordeiro tinha de morrer, o pai poderia explicar: \u00abH\u00e1 o puro e o impuro. O burro \u00e9 impuro, tal como n\u00f3s, seres humanos, tamb\u00e9m somos impuros. Deus n\u00e3o pode aceitar o burro; na verdade, eu teria de lhe partir o pesco\u00e7o e lan\u00e7\u00e1-lo para o monte de lixo. Mas, se eu sacrificar o cordeiro puro no seu lugar, o burro poder\u00e1 continuar a viver. Ele crescer\u00e1 \u2013 e, quando for grande e forte, servir-nos-\u00e1 com a sua for\u00e7a.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>Este mandamento antecipa, assim, os princ\u00edpios fundamentais do Evangelho. O ser humano, como propriedade do Criador, \u00e9 impuro devido ao seu pecado. Por isso, est\u00e1 sob uma senten\u00e7a de morte que tem de ser executada \u2013 a menos que seja resgatado pelo seu propriet\u00e1rio. Foi exatamente isso que Deus fez: \u00absabendo que n\u00e3o foi com coisas corrupt\u00edveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa v\u00e3 maneira de viver que, por tradi\u00e7\u00e3o, recebestes dos vossos pais\u00bb (1Pe 1:18).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-brandop-fern.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"942\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-brandop-fern.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4978\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-brandop-fern.jpg 605w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-brandop-fern-193x300.jpg 193w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-brandop-fern-600x934.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O \u00absacrif\u00edcio de Isaque\u00bb inspirou in\u00fameros artistas a criarem obras grandiosas. Em representa\u00e7\u00f5es ilustrativas, como neste quadro do pintor holand\u00eas Gerard Hoet (1648-1733), \u00e9 frequente descobrir-se um pormenor not\u00e1vel, pequeno e distante (aqui assinalado com um c\u00edrculo): os servos e o burro t\u00eam de ficar longe do local onde Abra\u00e3o sobe a um monte com Isaque para o oferecer em sacrif\u00edcio (Gn 22:4.5). Nem judeus nem gentios tiveram a perce\u00e7\u00e3o do que aconteceu espiritualmente em G\u00f3lgota, quando Deus julgou o pecado do mundo no Seu Filho, como cumprimento deste esbo\u00e7o prof\u00e9tico.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No caminho que o Senhor Jesus percorreu para Se tornar o Cordeiro sacrificial de Deus, h\u00e1, no in\u00edcio e no fim, uma refer\u00eancia simb\u00f3lica ao burro. No Seu nascimento, \u00e9 mencionada apenas uma manjedoura (Lc 2:7.12.16), na qual Ele foi deitado. Como, por\u00e9m, ao lado havia uma estalagem para viajantes completamente ocupada, \u00e9 prov\u00e1vel que houvesse animais de monta e de carga junto \u00e0 manjedoura. De qualquer modo, atrav\u00e9s da palavra-chave \u00abmanjedoura\u00bb, desde cedo se estabeleceu uma liga\u00e7\u00e3o com o seguinte vers\u00edculo: \u00abO boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel n\u00e3o tem conhecimento, o meu povo n\u00e3o entende\u00bb (Is 1:3).<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o s\u00e9culo IV, que o \u00abboi e o burro\u00bb fazem parte integrante do \u00abpres\u00e9pio\u00bb, como \u00e9 chamada a representa\u00e7\u00e3o ilustrativa do nascimento do Senhor. Os Pais da Igreja foram ainda mais longe na sua interpreta\u00e7\u00e3o da passagem de Isa\u00edas, ao equipararem o boi (um animal puro, mas que carrega o \u00abjugo da Lei\u00bb) a Israel, que, embora conhe\u00e7a o seu dono, n\u00e3o percebe que Ele veio at\u00e9 eles sob a forma desta crian\u00e7a. E, por sua vez, eles identificaram o burro (como animal impuro que precisa de ser resgatado) com os n\u00e3o-judeus (gentios, na\u00e7\u00f5es), que reconhecem que esta \u00e9 a \u00abmanjedoura do seu Senhor\u00bb, submetem-se a Ele e tornam-se Seus seguidores (crist\u00e3os).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1186\" height=\"855\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4979\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle.jpg 1186w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle-300x216.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle-1024x738.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle-768x554.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-gast-rolle-600x433.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1186px) 100vw, 1186px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nenhum pres\u00e9pio de Natal est\u00e1 completo sem o \u201cboi e o burro\u201d. \u00c0s vezes, no entanto, dominam a cena, deixando o espectador a questionar-se sobre quem ser\u00e1 realmente o protagonista.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A apari\u00e7\u00e3o mais famosa do burro na B\u00edblia ocorre no Domingo de Ramos, quando o Senhor Jesus entra na cidade de Jerusal\u00e9m montado num jumentinho e \u00e9 proclamado publicamente como Messias. Assim, Ele cumpriu a profecia: \u00abAlegra-te muito, \u00f3 filha de Si\u00e3o; exulta, \u00f3 filha de Jerusal\u00e9m; eis que o teu rei vir\u00e1 a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta\u00bb (Zc 9:9). \u00c9 surpreendente que o Senhor n\u00e3o Se sente na jumenta, que \u00e9, provavelmente, muito maior, mas sim no seu jumentinho \u2013 afinal, ambos os animais s\u00e3o preparados e apresentados \u00e0 escolha: \u00abtrouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima\u00bb (Mt 21:7).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1183\" height=\"776\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4982\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass.jpg 1183w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass-300x197.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass-1024x672.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass-768x504.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-ass-600x394.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1183px) 100vw, 1183px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em algumas ra\u00e7as de burros, a listra dorsal cruza-se com uma faixa crucial sobre os ombros, formando aquilo a que se chama a marca da cruz. A ideia de que os burros receberam esta marca da cruz quando o Senhor Jesus entrou em Jerusal\u00e9m montado num deles no Domingo de Ramos \u00e9 apenas uma lenda. Mas, em contraste com o burro selvagem, que n\u00e3o deixa que nada lhe \u00abcruze\u00bb o caminho, isto parece a marca simb\u00f3lica de um \u00abportador da cruz\u00bb domesticado (Mc 8:34; Lc 9:23).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mais surpreendente ainda, \u00e9 o facto de que ningu\u00e9m jamais tivesse montado este jovem animal (Mc 11:2). Normalmente, os burros precisam de ser domados. Do ponto de vista natural, \u00e9 improv\u00e1vel que um animal que nunca carregou um cavaleiro se submeta de imediato e caminhe calmamente pelo meio de uma multid\u00e3o a gritar e a agitar ramos de palmeira. Tamb\u00e9m \u00e9 contra a sua natureza passar por cima das roupas e dos ramos que as pessoas espalharam pelo caminho. Seria de esperar que o jumentinho desse coices selvaticamente e fugisse, ou se recusasse completamente a obedecer. Mas, ao servi\u00e7o do Senhor Jesus, ele carrega-O obedientemente pela cidade. Toda a cena \u00e9 um milagre.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste dia tamb\u00e9m terminaram as 69 semanas de anos (exatamente 173.880 dias, como foi exposto pela primeira vez no livro <em>The Coming Prince<\/em> [O Pr\u00edncipe que H\u00e1 de Vir]), ap\u00f3s as quais o profeta Daniel anunciou a vinda do Messias (Dn 9:25). Contudo, o vers\u00edculo seguinte atesta que depois o Messias seria desarraigado ou \u00abexterminado\u00bb. Para os judeus que ainda hoje aguardam o Messias, o significado desta profecia n\u00e3o \u00e9 claro, pois contradiz aquilo que associam \u00e0 Sua vinda. S\u00f3 no Novo Testamento \u00e9 que se torna claro que esta declara\u00e7\u00e3o se cumpriu quando o Senhor Jesus foi crucificado alguns dias depois.<\/p>\n\n\n\n<p>O burro tamb\u00e9m desempenha um papel simb\u00f3lico. O Senhor Jesus n\u00e3o veio como juiz, mas como Salvador (Jo 3:17), para nos reconciliar com Deus (Rm 5:10; 2Co 5:18-20), \u00abestabelecendo a paz pelo seu sangue vertido na cruz\u00bb (Cl 1:20, KJA). Ele entrou em Jerusal\u00e9m (= \u00abfunda\u00e7\u00e3o da paz\u00bb) e deixou clara a Sua inten\u00e7\u00e3o de promover a paz ao montar um jumento. Como j\u00e1 foi referido, o burro n\u00e3o \u00e9 adequado para a guerra. Al\u00e9m disso, os homens montados em burros (pequenos!) n\u00e3o constituem uma vis\u00e3o particularmente digna, embora o pr\u00f3prio ato de montar j\u00e1 demonstre uma certa dignidade (cf. Jz 5:10; 10:4; 12:14). Assim, o Senhor Jesus exprime tamb\u00e9m a Sua humildade. Ele n\u00e3o veio para governar nem \u00abpara ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos\u00bb (Mc 10:45).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como o cordeiro e o burro j\u00e1 eram descritos como tendo uma rela\u00e7\u00e3o especial na Lei Mosaica (Ex 13:13), tamb\u00e9m aqui se pode comparar o jumentinho com o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Enquanto que os burros s\u00e3o, por natureza, teimosos e obstinados (Sl 32:9), Ele foi obediente \u00abat\u00e9 \u00e0 morte e morte de cruz\u00bb (Fp 2:8).<\/li>\n\n\n\n<li>Enquanto que o jumentinho nunca tinha carregado nada (Mc 11:2; Lc 19:30), o \u00abfilho do carpinteiro\u00bb (Mt 13:55), sendo ele pr\u00f3prio tamb\u00e9m carpinteiro (Mc 6:3), provavelmente Ele carregou vigas de madeira como oper\u00e1rio de constru\u00e7\u00e3o desde a juventude e, em breve, o faria pela \u00faltima vez.<\/li>\n\n\n\n<li>Enquanto que o jumentinho foi libertado e desatado (Mt 21:2; Mc 11:4; Lc 19:33), Ele seria pouco tempo depois preso e amarrado (Mt 27:2; Mc 15:1; Jo 18:12).<\/li>\n\n\n\n<li>Enquanto que o burro foi cuidadosamente coberto e adornado com capas (Mt 21:7; Mc 11:7; Lc 19:35), Ele estaria prestes a ser despido e a expor a Sua nudez (Mt 27:28).<\/li>\n\n\n\n<li>Enquanto que o burro p\u00f4de continuar a viver, Ele morreria como Cordeiro.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-konig.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"826\" height=\"942\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-konig.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4983\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-konig.jpg 826w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-konig-263x300.jpg 263w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-konig-768x876.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-kreuz-konig-600x684.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 826px) 100vw, 826px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O grafite de Alexamenos, descoberto em 1857, \u00e9 um desenho riscado numa parede de uma antiga sala da guarda imperial em Roma. Trata-se de uma das representa\u00e7\u00f5es mais antigas da cruz de Jesus \u2013 embora o \u00abartista\u00bb tivesse a inten\u00e7\u00e3o de ridicularizar a f\u00e9 no Crucificado. O homem na cruz tem, de facto, uma cabe\u00e7a de burro. Um legion\u00e1rio fardado, presumivelmente um camarada do desenhador que se tinha tornado crist\u00e3o, ajoelha-se diante da cruz e levanta a m\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A inscri\u00e7\u00e3o ir\u00f3nica do grafite de Alexamenos diz: \u00abAlexamenos adora o seu deus\u00bb. Involuntariamente, o desconhecido rabiscador exprime assim at\u00e9 uma verdade profunda, pois Deus tornou-Se homem e deixou-Se realmente \u00abtransformar em burro\u00bb por n\u00f3s na cruz. Ainda hoje, muitas pessoas consideram \u00aba palavra da cruz\u00bb uma loucura (1Co 1:18) e insensatez. Para o crente, por\u00e9m, ela \u00e9 \u00abo poder de Deus\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1116\" height=\"937\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4987\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176.jpg 1116w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176-300x252.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176-1024x860.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176-768x645.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-Esel-S176-600x504.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>O facto de o Messias, como Santo e Puro, usar um burro impuro para nele montar foi, desde sempre, um motivo de discuss\u00e3o entre os comentadores judeus. O autor israelita Seffi Rachlewski causou grande alvoro\u00e7o quando, no seu livro <em>O Burro do Messias<\/em>, exp\u00f4s como os judeus ortodoxos aplicam esta cena \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual. O rabino Abraham Kook (1865\u20131935) j\u00e1 a via um s\u00edmbolo do movimento sionista: os judeus seculares, que n\u00e3o viviam segundo os mandamentos e tradi\u00e7\u00f5es do juda\u00edsmo, n\u00e3o acreditavam no Deus de Israel nem esperavam pelo Messias, eram, de facto, pecadores \u00edmpios, mas, independentemente das suas pr\u00f3prias inten\u00e7\u00f5es, estavam a fazer um bom trabalho porque estavam a preparar o caminho para o Messias. Eles s\u00e3o, portanto, sem o saber, instrumentos necess\u00e1rios no plano de salva\u00e7\u00e3o de Deus, embora a reden\u00e7\u00e3o vindoura n\u00e3o se aplique a eles \u2013 s\u00e3o, por assim dizer, \u00abidiotas diligentes e \u00fateis\u00bb. Segundo Rachlewski, os judeus ortodoxos tamb\u00e9m transferem esta vis\u00e3o para o Estado moderno de Israel. Embora se deixem sustentar e proteger por ele, eles pr\u00f3prios n\u00e3o contribuem com nada para isso e, no fundo, rejeitam-no. Toleram o Estado apenas como um mal necess\u00e1rio \u2013 uma medida tempor\u00e1ria que presta ajuda durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o \u2013 at\u00e9 que o Messias venha e o substitua por algo novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista da profecia b\u00edblica, esta expectativa \u00e9 justificada \u2013 exceto pelo facto de que Jesus vir\u00e1 como Messias e Juiz. No entanto, quando se trata de saber lidar com pessoas, um homem como Paulo \u00e9 o melhor modelo do Novo Testamento para se relacionar com compatriotas judeus incr\u00e9dulos. Em vez de os desprezar, ele sentia \u00abgrande tristeza\u00bb e \u00abdor incessante\u00bb e tinha por eles um amor t\u00e3o profundo que, se isso fosse poss\u00edvel, se teria sacrificado por eles (Rm 9:1-3). Felizmente, hoje em dia h\u00e1 um n\u00famero crescente de \u00abjudeus messi\u00e2nicos\u00bb em Israel. Muitos deles cresceram no juda\u00edsmo, tal como Paulo, mas depois reconheceram o Senhor Jesus como o Messias e agora proclamam-No entre os seus compatriotas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><a href=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1152\" height=\"649\" src=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4984\" srcset=\"https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03.jpg 1152w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03-300x169.jpg 300w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03-768x433.jpg 768w, https:\/\/parquediscovery.pt\/wp-content\/uploads\/HP-extra-03-600x338.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Anderson, R: <em>The Coming Prince<\/em>. Grand Rapids, Michigan, EUA (Kregel) 1957<\/p>\n\n\n\n<p>Becker, F: <em>Das Spott-Crucifix der r\u00f6mischen Kaiserpal\u00e4ste<\/em>. Breslau (Max M\u00e4lzer) 1866<\/p>\n\n\n\n<p>Bennett, EA; Weber, J; Bendhafer, W: <em>The genetic identity of the earliest human-made hybrid animals, the kungas of Syro-Mesopotamia<\/em>. Science Advances 2022; 8:eabm0218; doi: 10.1126\/sciadv.abm0218<\/p>\n\n\n\n<p>Bough, J: <em>Donkey<\/em>. Londres, GB (Reaktion books) 2012<\/p>\n\n\n\n<p>Broder, HM: <em>Vor der Ankunft des Messias<\/em>. Der Spiegel, 03.01.1999; <a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/politik\/vor-der-ankunft-des-messias-a-77b07e50-0002-0001-0000-000008590785\">https:\/\/www.spiegel.de\/politik\/vor-der-ankunft-des-messias-a-77b07e50-0002-0001-0000-000008590785<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Camillo, F; Rota, A; Biagini, L: <em>The current situation and trend of donkey industry in Europe<\/em>. Journal of Equine Veterinary Science 2018; 65:44-49; doi: 10.1016\/j.jevs.2017.11.008<\/p>\n\n\n\n<p>Clutton-Brock, J: <em>Horse power: a history of the horse and the donkey in human societies<\/em>. Natural History Museum Publications, 1992<\/p>\n\n\n\n<p>Fett, A: <em>Der Ritt in den Tod<\/em>. Medita\u00e7\u00e3o b\u00edblica sobre a entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m, disponibilizada em 07.10.2022<\/p>\n\n\n\n<p>Nieders\u00e4chsisches Ministerium f\u00fcr Ern\u00e4hrung, Landwirtschaft und Verbraucherschutz: <em>Empfehlungen zur Haltung von Eseln<\/em>. 2019; aufgerufen am 19.05.2023; <a href=\"https:\/\/www.mlv.nrw.de\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Empfehlungen-zur-Haltung-von-Eseln.pdf\">https:\/\/www.mlv.nrw.de\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Empfehlungen-zur-Haltung-von-Eseln.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ninck, C: <em>Auf biblischen Pfaden<\/em> (p. 401). Hamburgo (Verlag der Expedition des \u201eDeutschen Kinderfreundes\u201c) 1884<\/p>\n\n\n\n<p>Pal, Y; Gupta, AK; Kumar, S: <em>Physical and physiological changes in donkeys during pack load<\/em>. Indian Journal of Animal Sciences 2012; 82(10):1230-1232; <a href=\"https:\/\/krishi.icar.gov.in\/jspui\/handle\/123456789\/4614\">https:\/\/krishi.icar.gov.in\/jspui\/handle\/123456789\/4614<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Polidori, P; Vincenzetti, S: <em>Quality and Nutritional Characteristics of Donkey Meat<\/em>. cap. 6, pp. 155-176 in: Meat and Meat Processing. New York, USA (Nova Science) 2017. ISBN: 978-1-53612-210-7; <a href=\"https:\/\/core.ac.uk\/download\/pdf\/84497579.pdf\">https:\/\/core.ac.uk\/download\/pdf\/84497579.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Rachlewski, S: <em>Der Esel des Messias<\/em>. Tel-Aviv, ISR (Jedi\u2019ot Acharonot, Hamad Books) 1998<\/p>\n\n\n\n<p>Ricker, J: <em>Woher kommen Ochse und Esel?<\/em> Monumente 6; 2015; p. 53<\/p>\n\n\n\n<p>Schmidt, J: <em>Wieviel wiegt ihr Esel?<\/em> aufgerufen am 24.04.2023; <a href=\"https:\/\/www.eselworkshop.com\/beratung-service\/esel-wiegen\">https:\/\/www.eselworkshop.com\/beratung-service\/esel-wiegen<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Wei\u00df, RP: <em>Eselreit-Verbot f\u00fcr \u00fcbergewichtige Touristen<\/em>. Stern, 11.10.2018; <a href=\"https:\/\/www.stern.de\/neon\/wilde-welt\/politik\/griechenland--eselreit-verbot-fuer-uebergewichtige-touristen-8397430.html\">https:\/\/www.stern.de\/neon\/wilde-welt\/politik\/griechenland&#8211;eselreit-verbot-fuer-uebergewichtige-touristen-8397430.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Wernig, C: <em>Das Psychogramm der Krippentiere<\/em>. RP-Online, 26.12.2015; <a href=\"https:\/\/rp-online.de\/nrw\/staedte\/dormagen\/das-psychogramm-der-krippentiere_aid-17596163\">https:\/\/rp-online.de\/nrw\/staedte\/dormagen\/das-psychogramm-der-krippentiere_aid-17596163<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns has-small-font-size is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"line-height:1\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong><strong>Cr\u00e9ditos de Imagem<\/strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Wikipedia: Mosaico \u2013 burro dilacerado por le\u00e3o \/ sailko \/\/ Burro com turista obeso \/ arie tennbaum \/\/ Lavrar com boi e burro \/ aunknown \/\/ Lavrar com boi e burro \/ Matson Collection \/\/ Lavrar com camelo e burro \/ Balassa P\u00e9ter \/\/ Lavrar com camelo e burro \/ Hauran \/\/ Abra\u00e3o oferece Isaque \u2013 burro e servos \/ P. de Hondt \/\/ Desenho sat\u00edrico com burro crucificado \/ Mpolo \/\/ Pintura \u2013 entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m \/ Julius Schnorr von Carolsfeld<br>Burro excessivamente carregado \/ Adam Jones \/\/ Dois burros a caminhar \/ Aditya Gurav \/\/ Relevo de burro do t\u00famulo de Sacara \/ Prof. Mortel<\/p>\n\n\n\n<p>outras licen\u00e7as: T\u00edtulo \u2013 burro de p\u00e9 ao sol \/ Shutterstock ID_1784401565 \/ Melnikov Dmitriy \/\/ Burro em terreno escarpado \/ Shutterstock ID_1598706946 \/ DELBO ANDREA \/\/ Caravana de burros com placas de sal \/ Shutterstock ID_115579186 \/ James Michael Dorsey \/\/ Ossos de burro \u00e0 beira da estrada \/ Shutterstock ID_788391709 \/ Sarnia \/\/ Pres\u00e9pio com boi e burro \/ Shutterstock ID_1539375545 \/ Steven Irons \/\/ Burro com marca de cruz no dorso \/ Shutterstock ID_2306622585 \/ Sabine Hagedorn<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os burros s\u00e3o um dos animais de trabalho mais importantes desde que h\u00e1 mem\u00f3ria.<br \/> Embora sejam frequentemente menosprezados como \u00abcavalos do homem pobre\u00bb, revelam-se, sobretudo[\u2026]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4462,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"remove_blocks_before_content":false,"remove_blocks_after_content":false,"disable_reading_progress_bar":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-4461","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-animals-of-the-field"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4461"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4461\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5374,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4461\/revisions\/5374"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parquediscovery.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}